Como optamos por omiti isso de todos os familiares e amigos mais próximos a cobrança ainda persiste, mas hoje a gente lida bem melhor com essa cobrança do que na época em que fomos informados da nossa incapacidade de gerarmos um filho de forma natural. Já não dói tanto porque em nossos corações habita a certeza de que Deus ao seu tempo irá nos presentear com o filho dos nossos sonhos, quer seja naturalmente ou através de intervenções na área de Reprodução Humana.
Eu porém fui surpreendida nesse feriadão com a cobrança do meu sobrinho de 12 anos. No momento em que brincava com ele e os seus irmãos ele parou o que tava fazendo olhou fixamente para mim e disse: " Eu quero um primo!" Me fiz meio de desentendida e argumentei que ele já tinha uma monte de primos, logo não fazia o menor sentido ele querer apenas um primo. Ele então contra argumentou que queria um primo nascido de mim e eu não soube mais como continuar aquela conversa...
Estou acostumada a desconversar com os adultos sobre esse assunto, mas não esperava ter que desconversar também com um menino de 12 anos. Acho inclusive que ele notou o quanto fiquei desconcertada. Voltamos a brincadeira sem falarmos mais uma única palavra sobre o assunto.
Não sei até que ponto omiti o minha infertilidade tem me trazido algum tipo de benefício... as vezes sinto que falar abertamente sobre o assunto com todos diminuiria a cobrança, mas por outro lado, poderia abrir brechas para que todos começassem a me bombardear com questionamentos, sugestões e comentários indesejados. Na dúvida, é melhor que tudo continue como está. Minha novela de infertilidade continuará sendo relatada unicamente nesse "meu mundinho virtual".
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