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quarta-feira, 23 de abril de 2014

Desconversando sobre a infertilidade...


Passado os dois primeiros anos do nosso casamento a família e os amigos passaram a nos "cobrar" um filho. Essa cobrança não nos incomodou até descobrirmos que realmente não poderíamos ser pais de forma natural...

Como optamos por omiti isso de todos os familiares e amigos mais próximos a cobrança ainda persiste, mas hoje a gente lida bem melhor com essa cobrança do que na época em que fomos informados da nossa incapacidade de gerarmos um filho de forma natural. Já não dói tanto porque em nossos corações habita a certeza de que Deus ao seu tempo irá nos presentear com o filho dos nossos sonhos, quer seja naturalmente ou  através de intervenções na área de Reprodução Humana.

Eu porém fui surpreendida nesse feriadão com a cobrança do meu sobrinho de 12 anos. No momento em que brincava com ele e os seus irmãos ele parou o que tava fazendo olhou fixamente para mim e disse: " Eu quero um primo!" Me fiz meio de desentendida e argumentei que ele já tinha uma monte de primos, logo não fazia o menor sentido ele querer apenas um primo. Ele então contra argumentou que queria um primo nascido de mim e eu não soube mais como continuar aquela conversa...

Estou acostumada a desconversar com os adultos sobre esse assunto, mas não esperava ter que desconversar também com um menino de 12 anos. Acho inclusive que ele notou o quanto fiquei desconcertada. Voltamos a brincadeira sem falarmos mais uma única palavra sobre o assunto.

Não sei até que ponto omiti o minha infertilidade tem me trazido algum tipo de benefício... as vezes sinto que falar abertamente sobre o assunto com todos diminuiria a cobrança, mas por outro lado, poderia abrir brechas para que todos começassem a me bombardear com questionamentos, sugestões e comentários indesejados. Na dúvida, é melhor que tudo continue como está. Minha novela de infertilidade continuará sendo relatada unicamente nesse "meu mundinho virtual".

sábado, 22 de junho de 2013

Cansada de desconversar


Por esses dias um dos meus irmãos me fez uma visita. Como de costume recordamos alguns momentos que marcaram a nossa infância e nos demos conta do tempo transcorrido. Embora pareça que foi ontem que subíamos em árvores e dançávamos descalços na chuva já se passou muito tempo. Nos tornamos adultos e constituímos cada um a sua família. 

Conversa vai, conversa vem as lembranças da infância foram sendo substituídas por conversa de gente grande. Nesse ponto meu irmão tocou em um assunto que não é muito confortável para mim (filhos). Ele falou das peripécias do seu filho e dos priminhos e me cobrou um sobrinho(a) para se unir a essa turminha nas reuniões familiares. 

Nessa ocasião, tive vontade de revelar o segredo da minha infertilidade e até contar que ele já tem quatro projetos de sobrinhos congelados em uma clínica de fertilização, mas acabei fazendo o que sempre faço, simplesmente desconversei. Para que ele não suspeitasse de nada, argumentei que no momento meu esposo, por força do trabalho, pode ser transferido para qualquer lugar do Brasil (fato verídico), mas assim que isso estivesse resolvido a gente pretendia (talvez no ano que vem) encomendar esse sobrinho(a) solicitado.

Episódios semelhantes a esse tem sido cada vez mais recorrentes e eu já estou ficando muito cansada desse jogo de desconversar. Espero que em agosto o Senhor acrescente um novo capítulo a minha história de infertilidade, o capítulo "Superação"! Quero finalmente ter o prazer de ter em minhas mãos o resultado do meu tão sonhado positivo!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Casamento é sinônimo de filhos?


Para muitos casamentos é sinônimo de filhos. Se casou o destino é ser mãe e pai. E se isso não acontece em um ou dois anos de casamento todo mundo começa logo a dar palpites. Mesmo antes de resolver ter filhos tinha um monte de gente querendo me convencer que já estava mais do que na hora de acabar com a lua de mel e encomendar de vez um herdeiro. Como se fosse algo tão simples assim...

Na época eu não me importava e fazia questão de deixar bem claro que só teria filhos quando me sentisse pronta para ser mãe e com um tempo eles pararam de tocar no assunto. Mas, foi só eu decidi ser mãe para vir uma enxurrada de bebes na família e eles voltarem a mencionar o assunto. 

No primeiro ano de tentativas eu ainda não me incomodava tanto com isso, apenas desconversava porque pretendia fazer uma surpresa a todos, mas ao longo desse segundo ano, confesso que esse assunto está me tirando do sério, pois por um lado não me sinto nenhum pouco a vontade para falar sobre a minha infertilidade e por um outro lado me sinto péssima a ser pressionada a ser mãe a todo custo.

Sei que as pessoas não nos pressionam para ter filhos por mal, mas elas bem que podiam se tocar que a gente não gosta de falar sobre o assunto já que estamos sempre desconversando. E cá para nós, mesmo que nós ainda estivéssemos evitando filhos isso não seria da conta de ninguém. A decisão de ter filhos ou não só compete ao casal!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Feriadão...


Estive ausente do meu cantinho durante o feriadão  porque estava com visitas em casa . Meus pais, minha irmãzinha, meu sobrinho Benjamim e seus papais (irmão e cunhada) passaram esses dias aqui conosco.

Foi maravilhoso está com eles durante esses dias! Me diverti bastante! Fazia um bom tempo que eu não os via... 

Fiquei surpresa com o tamanho e a esperteza do Benjamim. Ele ama tomar banho de piscina e brincar na areia de parquinho e de praia.  Solta beijos e dar tchau para todos, sobe e desce de qualquer cama ou sofá na hora que tem vontade, corre pelos cantos da casa para que a gente corra atrás dele, tenta assustar a gente com gritinhos e carinha de bravo e cai na risada quando a gente finge de assustado, entende quando os pais dão bronca e para o que está fazendo imediatamente, mas pouco tempo depois esquece e volta a fazer de novo ... e faz um monte de outras coisinhas.

O chato foi ter que desconversar com todos o papo de quando é que nós daremos um priminho para o Benjamim... ainda não nos sentimos confortável para falar abertamente com nossos familiares e amigos sobre a nossa infertilidade. 

Sei que é bobagem omitir a nossa impossibilidade de gerar filhos de forma natural. Isso não é um bicho de sete cabeças e nós não somos o único casal do mundo que enfrenta esse problema. Mas por hora preferimos deixar as coisas do jeito que estão. Preferimos que eles continuem acreditando que nós ainda estamos evitando um filho!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Independente de filhos, somos uma família!


Não tenho dúvidas que algum dia abraçarei o bebê dos meus sonhos, mas sinto receio de que esse dia continue se prolongando por mais alguns anos. É extremamente difícil, pelo menos para mim, lidar com a cobrança dos familiares e amigos nesse sentido. 

Sei que não fazem por mal. É perfeitamente compreensível que se espere que um casal, casados a quase cinco anos, tenha um filho levando-se em consideração que boa parte dos casais tem o seu primeiro filho em um espaço bem mais curto de tempo. Mas, eles forçam um pouquinho a barra, provavelmente pelo fato de desconhecerem o nosso problema de infertilidade. Eles dão a entender que só seremos uma família de fato quando tivermos o nosso primeiro filho. O que no entanto eles não sabem é que independentemente de filhos nós somos completos e felizes pelo simples fato de termos um ao outro e compartilharmos os mesmos projetos e sonhos.

Mesmo que nunca viéssemos a ter um filho, o que não vem ao caso pois estou certa de que um dia seremos pais, ainda assim continuaríamos a ser uma família segundo o coração de Deus!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Uma faca de dois gumes...


Essa é a minha segunda tentativa de deixar registrado alguma coisa aqui em meu cantinho. Está cada vez mais difícil encontrar palavras que expressem como estou me sentindo em relação ao fato de ainda não ser mãe.

Sempre evitei falar desse assunto com qualquer pessoa do meu convívio para evitar aqueles questionários intermináveis a respeito das causas por trás da minha impossibilidade de ser mãe e certos comentários indesejáveis. Mas, quando se tem quase cinco anos de casada, praticamente todas as pessoas que te conhecem começam a sugerir que já está na hora de você "encomendar " um "herdeiro" (eu bem que gostaria que fosse algo tão simples assim) e torna-se cada vez mais difícil não falar sobre o assunto de forma franca. Tanto é que já estou pensando na possibilidade de abrir o jogo com todos e dizer de vez que estou enfrentando dificuldades reais para engravidar.

Por outro lado, não sei se estou pronta para lidar com as reações das pessoas. Me incomodaria muito saber que minha dificuldade de engravidar é o tema central das conversas entre os amigos e familiares. Além do mais acho que meu esposo não se sentiria a vontade para tratar do tema com quem quer que fosse.


Por hora vou tentar não pensar no assunto e deixar tudo como está. Quem sabe o Senhor não decide nos presentear com o filho tão desejado ainda nesse ciclo? Caso isso não aconteça talvez o melhor mesmo seja falar abertamente com todos. Não estou mais suportando tanta pressão para dar aos pais e sogros mais um netinho(a) e aos irmãos e cunhados mais um sobrinho(a).


terça-feira, 26 de maio de 2009

Déborah Nasceu!!!!


Eu nem iria publicar nada hoje no blog, no entanto, recebi uma notícia, ontem antes de me deitar, que me fez mudar de ideia. Fiquei sabendo através de uma das minhas cunhadas que a irmã mais velha do meu esposo ganhou neném ontem a tarde. Ela queria muito que o parto fosse normal e o médico apelou até o último instante para que fosse como ela queria, mas não teve jeito o parto teve que ser Cesário. Graças a Deus ocorreu tudo bem e ela e a neném estão ótimas. Amanhã logo cedo já devem está em casa.

Gostaria muito de postar fotinhas dela aqui pois imagino que seja uma gracinha, mas ainda não tenho nenhuma. Assim que ela me enviar as fotinhas para que nós possamos conhecê-la eu posto, juntamente com todos os outros detalhes, porque até o momento, nós só fomos informados sobre o seu nascimento. Os avós e os tios estão todos bobos pois é o primeiro bebê que nasce na família de seis irmãos. Meu esposo mesmo desde que recebeu a notícia está com sorriso de orelha a orelha. Déborah Leila já é o xodozinho de todos, apesar de que só poderemos conhecê-la pessoalmente em janeiro quando os seus pais a trarão para o Nordeste para conhecer a família toda.

Como nos casamos em data bem próxima, apenas um mês de diferença, desde que ela engravidou que as cobranças para que eu também engravide aumentaram. Mas, só em Fevereiro eu me sentir preparada para iniciar as tentativas. No momento estou muito confiante que não irá demorar muito para que possamos dar a Déborah um priminho ou uma priminha...

terça-feira, 12 de maio de 2009

Grávida??? Só na cabecinha da minha irmã...


Comentei com vocês, em um dos meus posts, que a esposo do meu irmão mais novo está grávida. Pois bem, desde que ela engravidou que as cobranças em relação ao meu primeiro herdeiro aumentaram.

Imagine vocês que minha maninha, de apenas 8 aninhos, cismou que eu estou grávida. Neste Domingo mesmo, enquanto parabenizava minha mãe, pelo telefone, em ocasião do Dia das mães, ela tomou o telefone das mãos dela e insistiu comigo que eu estava escondendo de todo mundo que estava grávida. Imagina se eu iria esconder algo assim... logo eu que estou louquinha para ter um filhinho. Sem chances! Assim que tiver o resultado positivo nas mãos faço questão de comunicar a todos.

Sinceramente não sei de onde ela tirou essa ideia, pois eu não cheguei a comentar com ninguém da família que pretendia engravidar, muito pelo contrário, sempre que tocam no assunto eu desconverso pois não quero que criem expectativas a cada ciclo de tentativas.

Espero tê-la convencido de que realmente não estou grávida, pois do contrário, conhecendo-a tão bem como eu conheço, é bem capaz dela sair espalhando por aí que eu estou esperando um filho  e daí teria muito trabalho para desmentir toda a história.

Vou ficando por aqui na esperança de em breve poder dá a ela e a todos vocês a notícia verídica de que no meu ventre está sendo gerado o meu primeiro rebento.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Saudade dos pequeninos da família


Hoje senti uma saudade enorme dos meus sobrinhos e da minha maninha querida que se encontram na Paraíba, terrinha que amo de paixão. Já faz algum tempo que não os vejo. Sinto muita falta de brincar com eles e de enchê-los de beijos e abraços.

É muito bom vê o sorriso estampado no rosto de cada um deles enquanto brincamos... Acho que sou meio moleca mesmo, uma moleca que adora curtir cada momento da vida ao lado das pessoas que ama. Acho que é por isso que desejo tanto ter um piralhinho aqui comigo. O bom é que meu esposo é meio parecido comigo, meus sobrinhos e minha maninha o adoram. As vezes eu até fico com ciúmes da formam como eles o tratam. Os pequenininhos então, é um grude sem tamanho.

Os maiorzinhos vivem perguntando quando nós iremos dar um priminho para eles. Eles não veem a hora da tia Lyanna ter um bebê. Na cabecinha deles é como se estivesse devendo esse priminho desde o dia em que me casei. A minha maninha também quer muito que eu dê a ela mais um sobrinho. Acho que é porque as pessoas que eles conhecem tem um bebezinho assim que casam. O tio mesmo, casou agora em Janeiro e já encomendou um bebezinho e eles estão radiantes de alegria com mais esse pequenininho que vai chegar. Cada um que queria adivinhar que sexo vai ter. É uma graça!


Mas, estou confiante que o meu bebê também vai chegar a qualquer momento. Já entreguei nas mãos do Senhor e sei que mais cedo ou mais tarde estarei publicando aqui a notícia que muitos querem ouvir. "Eu estou grávida!" Até lá os manterei informados de tudo.

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