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sábado, 5 de julho de 2014

Eu continuo acreditando que será dessa vez!


Mais uma vez meu coração está muito esperançoso, apesar de todos os outros negativos ele insiste em acreditar que será dessa vez, já o coração do meu esposo está meio receoso. Ele não quer criar falsas expectativas mais uma vez...

Ambos queremos muito o filho gerado em nossos corações há alguns anos atrás, dois anos antes no coração dele do que no meu, mas reagimos de forma bastante diferente quando nos deparamos com a frustração de mais um negativo. Eu me desmancho em lágrimas e logo em seguida me visto com vestes de fé e de esperança de que no próximo ciclo será diferente e ele me abraça forte e diz que tentaremos mais uma vez, quantas vezes forem necessárias, até que nosso filho esteja em nossos braços.

Ele tem sido a minha fortaleza todos esses anos de espera. Foi ele quem me convenceu a fazermos essas duas FIVs (fertilizações in vitro). Segundo ele, diante do nosso prognóstico, se continuarmos realizando uma FIV após outra, inevitavelmente teremos o bebê que tanto sonhamos... e que portanto não precisamos nos abater com nenhum negativo que tivermos que viver antes de vivermos a grata alegria de embalarmos em nossos braços o bebê dos nossos sonhos!

Eu sei que uma hora, com ou sem FIV, Deus irá nos abençoar com essa grande dádiva, mas não consigo evitar que lágrimas banhem o meu rosto todas as vezes que me deparo com mais um negativo e isso parte o coração dele e talvez por isso mesmo ele esteja evitando criar muitas expectativas em relação a essa nova TEC (transferência de embriões congelados). Dessa vez ele tem feito questão de discuti sobre a possibilidade de vivermos mais um negativo antes de finalmente termos um POSITIVO e se isso acontecer devemos manter firme o propósito de tentarmos mais uma vez sem se deixar abater por isso.

Mas, por mais que ele fale nessa possibilidade, e embora eu saiba que ela realmente exista. Eu prefiro ignorá-la completamente mais uma vez. Já que terei que passar por tudo de novo então que seja com a mesma convicção de que finalmente será dessa vez! 

domingo, 1 de junho de 2014

A FIV é a nossa única alternativa... a parte dela, contamos com um Deus que ainda opera milagres!


Uma pessoa muito querida, logo após o 1º negativo da minha 1ª FIV (fertilização in vitro) extremamente bem intencionada comentou comigo que havia lido uma entrevista com Ana Paula Padrão, na qual ela falava dos motivos que a fez desistir de continuar tentando ter filhos através de métodos de reprodução humana. Ela me disse que essa leitura em especial a tinha feito pensar muito em mim e talvez fosse interessante eu fazer uma leitura da mesma.

Eu li toda a entrevista sugerida e compreendi todos os motivos que fizeram Ana Paula Padrão desisti do filho do seus sonhos e acredito que essa tomada de decisão certamente deve ter lhe feito muito bem. Em seu caso em particular ela entendeu que aquilo estava de alguma forma afetando o seu casamento e aí o motivo da sua desistência. Segundo ela essas tentativas estavam "criando um ponto permanente de angústia no casal" (Ana Paula Padrão em entrevista a revista TPM).

Mas, ao contrário da experiência de Ana Paula Padrão, os tratamentos de fertilidade tem fortalecido ainda mais o meu relacionamento com o meu esposo. No nosso caso em particular o sonho de um filho é um sonho em comum e sonho que se sonha junto é uma realidade no coração dos que sonham. Até o presente momento não há risco de destruímos "uma coisa boa em benefício de uma coisa que não se sabe se vai acontecer" (Ana Paula Padrão em entrevista a revista TPM). 

Se passaram um pouco mais de três anos entre o diagnóstico da nossa infertilidade e o início da nossa 1ª FIV. E nesse período nós conversamos muito a respeito das nossas reais chances com esse tipo de tratamento e se realmente valeria a pena investimos nosso tempo e dinheiro em algo tão incerto e chegamos a conclusão de que como essa é a nossa única alternativa de tratamento e já que conseguimos através de muito esforço levantar a quantia necessária para arcar com o tratamento não havia motivos para não tentarmos.

A dor do negativo de uma FIV não é mais ou menos dolorosa do que a dor de um negativo de um ciclo de tentativa natural. Quando se sonha com o filho o início de um novo ciclo menstrual é interpretado como mais um aborto daquele filho com quem tanto se sonha... a diferença consiste no fato de que na FIV você cria mais expectativas, investe muito dinheiro, dedica muita parte do seu tempo nas vivência de cada uma de suas etapas, e tem oscilações de humor mais frequentes e intensas devido a carga hormonal das medicações e a própria tensão inerente a um tratamento tão complexo e tão incerto.

Embora para quem esteja de fora pareça meio insano se insisti tanto em algo que aparentemente nunca irá acontecer, depois de muita pesquisa chegamos a conclusão de que não é bem assim... 

As nossas chances de engravidarmos com esse tipo de tratamento são bem maiores que as chances de um casal que não enfrentam problemas de fertilidade engravidarem naturalmente. Enquanto eles tem aproximadamente 18% de chances nós temos 50% e já que esses casais podem levar até 12 ciclos de tentativas para engravidar nós também podemos ter alguns ciclos de tentativas até conseguirmos de fato engravidarmos.

Logo, não há sentido algum acharmos que já está na hora de parar de tentar devido a essas três últimas transferências fracassadas... temos que nos conscientizar que esse é apenas nosso 2º ciclo de tentativa e de que nesse ciclo em especial pela infinita misericórdia do Senhor ainda temos a possibilidade de tentarmos mais quatro outras vezes (ainda restam sete ótimas sementinhas congeladas) e a parte dessas tentativas que nos restam ainda contamos com um Deus que é suficientemente poderoso para operar um milagre em nossas vidas na hora em que ele bem quiser.

Continuaremos então fazendo aquilo que propusemos em nosso coração. Iremos esgotar todas as nossas possibilidades e fazermos tudo aquilo que estiver ao nosso alcance fazer para que esse filho que tanto sonhamos venha para os nossos braços na certeza de que o Senhor ao seu tempo e da maneira que lhe apraz colocará em nossos braços esse filho que aguardamos a cinco anos e três meses...

domingo, 9 de junho de 2013

A nossa infertilidade nunca se sobrepôs ao nosso amor...


Já li e ouvi muitos relatos de casais que enfrentam problemas com a infertilidade. Alguns deles comprometem o seu relacionamento como casal ou por se sentir culpado ou na tentativa de encontrar algum culpado. Louvo a Deus porque desde fevereiro de 2009, quando decidimos sermos pais, estamos cada vez mais unidos e o nosso amor só aumentou ao longo de todos os anos de espera por esse filho(a) que insiste em não vir para os nossos braços...

Isso só foi possível porque este filho(a) foi gerado primeiramente no coração dos dois. Não fui eu quem decidiu ser mãe, não sozinha. Ele desejou e quis que eu me tornasse mãe de seus filhos. Foi ele quem primeiramente disse pra mim que já era chegado o tempo de sermos pais!

A medida que os meses foram passando sem que esse filho(a) fosse concebido fomos nos damos conta de que talvez necessitássemos de alguma ajudinha para que nosso sonho de sermos pais se tornasse real. Mas, em nenhum momento apontamos um ao outro como o possível "infértil", tanto que iniciamos as investigações das possíveis causas da nossa infertilidade juntos. A infertilidade nunca foi minha ou dele, sempre foi nossa! E isso tem feito toda a diferença na nossa vida conjugal!

Somos um casal sem filhos a sete anos e seis meses e alimentamos todos os dias os mesmos sentimentos que nos levaram a dizer: "sim aceito viver todos os dias da minha existência ao lado do grande amor da minha vida!" Um filho(a) a essa altura só fortalecerá ainda mais o sentimento de família que temos desde o dia que nos casamos...

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

As expectativas "dele" ao longo desses ciclos de tentativas...


Meu esposo sempre sonhou em ser pai. Antes mesmo de nos casarmos ele mencionava o seu desejo de ter filhos. Durante uns dois anos ele insistiu muito para que eu parasse de tomar anticoncepcionais, pois queria muito ter em seus braços um pequenino(a) que futuramente o chamasse de pai. Quando finalmente parei de tomá-los ele vibrou de alegria, pois sentia em seu coração que em breve realizaria o sonho de ser pai.

Por meses seguidos e por diversas vezes ele alisou a minha barriga crendo que seu rebento já crescia em meu ventre. Chegava até a falar frases carinhosas endereçadas ao  bebê que nós "fantasiávamos" juntos todos os meses.

Após esses quase dois anos de tentativas frustradas me dou conta que a sensação de que ele tinha de que nosso bebê já estava dentro do meu ventre, deu lugar a uma certa incerteza de que um dia se tornará pai.

Nos últimos dias ele tem deixado escapar que já não está mais tão certo de que um dia nos tornaremos pais, ele chegou até a mencionar algo mais ou menos assim: "nem sei se vale a pena a gente adquirir bens materiais já que não temos mesmo para quem deixar".

Lógico que eu intervir imediatamente e lhe disse que não temos por enquanto, mas que certamente um dia teremos, assim que papai do céu decidir que já é a hora certa. Só que lá no fundo as suas palavras mexeram um pouquinho comigo. Começo a sentir que daqui para frente eu terei que acreditar por nós dois e isso me deixa um pouquinho triste, pois ainda que ninguém mais acreditasse em nosso milagre se ele continuasse acreditando eu teria uma força a mais para seguir adiante! Mas, fazer o quê? Preciso convencê-lo mais uma vez de que não existe nada impossível para o Senhor!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Não basta apenas querer é preciso esperar pelo tempo certo!


Quando adolescente decidi que me casaria aos 20 anos de idade e que logo em seguida seria mãe. Eu estava convicta disso e ninguém conseguia tirar essa ideia da minha cabeça. Quando completei 20 anos me dei conta de que talvez chegasse aos trinta anos sem ainda ter encontrado o homem  com quem compartilharia os meus projetos e sonhos e a quem me entregaria por completo. 

Foi então que comecei a fazer novos planos para o meu futuro, e em nenhum deles havia espaço para esposo e filhos por um longo período. Mas, quando menos imaginei, meu coração foi arrebatado por um olhar de um homem e  logo abandonei todos os planos anteriores e em pouco mais de um ano (aos 24 anos de idade) estava casada e extremamente feliz ao lado desse homem, mas ainda não havia espaço para filhos em nossas vidas. Queríamos primeiramente curtir nosso casamento. 

Um ano mais tarde meu esposo queria um filho, estava ansioso para ser pai. Eu no entanto, não me sentia pronta para ser mãe e permaneci evitando um filho por mais dois anos. Até que em fevereiro de 2009 uma súbita vontade de ser mãe implodiu em meu peito e eu finalmente decidir atender a vontade do meu esposo e me lançar na aventura de aspirante a mãe e de lá para cá não tem um dia sequer em que eu não deseje ter em meu ventre o filho que meu esposo tanto queria no nosso segundo ano de casados, mas infelizmente ainda não chegou a nossa hora...

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Consulta forçada na próxima semana


Meu esposo acha que eu devo voltar à ginecologista para vê se de repente não tem algo dificultando a gravidez tão desejada. Por mim eu aguardava mais um tempo, até porque desde que casei faço regularmente todos os exames de rotina e nunca foi verificado nenhuma anormalidade. Mas, ele tem insistindo tanto que vou marcar uma consulta para próxima semana.

É bem provável que ela não solicite nenhum exame e me dê as mesmas orientações da nossa última consulta (Fevereiro de 2009). Mesmo assim, não custa nada fazer vontade do maridão que vez por outra deixa escapar sua frustração por ainda não ser pai. Essa semana mesmo ele até mencionou que nosso bebê está demorando demais e que deve ter algum problema que precisa ser investigado.

As vezes tenho uma ligeira sensação que ele deseja esse bebê muito mais que eu. Mas, na verdade o que acontece é que lidamos com esse esse desejo de uma forma diferente. Enquanto eu me contento em saber que meu bebê não veio ainda porque não está no tempo ele acha que tem um "problema" por trás dessa demora e que precisa ser diagnósticado e tratado.

Tomara que o Senhor resolva me conceder a graça de engravidar nesse novo ciclo, assim poderei presenteá-lo no mês do seu aniversário (Setembro) com o filho tão sonhado...

domingo, 15 de março de 2009

"Desejo recíproco"


Acompanhando de pertinho toda a minha empolgação ao longo desses dias em busca da concretização do sonho de ser mãe, talvez alguém tenha se perguntado se o meu esposo e futuro pai do meu filho compartilha comigo esse desejo... a resposta a esse questionamento é sim. Ele compartilha comigo esse desejo. Na realidade, por ele, nós teríamos iniciado as tentativas de ter um filho no começo do ano passado. Eu é que fui protelando enquanto pude... 

Não que não desejasse, tanto quanto ele, um pequenino(a) ao nosso lado nos enchendo de alegria. De modo algum. O fato é que não estava completamente convencida de que já havia chegado o momento certo... eu ainda estava muito insegura em relação a ser mãe. Tinha medo de não saber lidar com a maternidade. Mas, graças a Deus, essa insegurança é página virada em minha vida. Hoje sinto-me mais preparada do que nunca para deixar de ser a filhinha da mamãe e passar a ser a mamãe do meu filhinho(a). 

Para conter a ansiedade que norteia esse momento nos apoiamos em filipenses 4-6 que diz: "Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças."

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