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quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Resultado da análise genética do material da minha perda fetal...

Saiu o resultado da análise genética do material de perda fetal colhido na AMIU (aspiração manual intra uterina) que realizei no mês passado. O meu pressentimento a respeito do sexo do meu bebê estava certo. Eu realmente estava gestando uma princesinha. Infelizmente, ela tinha apenas um cromossomo X, era portadora da síndrome de turner, e por isso a gestação não foi adiante.

A maioria das meninas que nascem com essa síndrome tem uma vida praticamente normal, mas todas elas tem a sua fertilidade comprometida. 

Obviamente eu teria ficado imensamente feliz de receber a minha Sofia com vida em meus braços e faria tudo o que estivesse ao meu alcance para fazê-la feliz! Ela seria criada com muito amor e nós (eu e o pai) faríamos tudo o possível para que ela desenvolvesse toda a sua potencialidade. Mas, o Senhor resolveu polpá-la de toda e qualquer limitação que a sua síndrome pudesse lhe impor a guardando para si e quem sou eu para questionar as suas razões para tomar essa decisão? Ele é Deus! É bom em todo tempo! Tudo o quanto ele faz é perfeito! E a mim cabe tão somente agradecê-lo por tudo o quanto ele tem feito por mim... 

Antes de ser minha, a minha Sofia já era dele, ele permitiu que ela fosse gestada por mim, ainda que por um breve período de tempo, para que eu pudesse experimentar a imensa alegria de ser mãe. O aborto por mais devastador que tenha sido, não irá apagar as lembranças boas do tempo que ela esteve dentro de mim. 

Não importa quantos outros filhos o Senhor me der, ela continuará tendo cadeira cativa em meu coração, será lembrada por tudo o que representou em minha vida e por todas as alegrias que me proporcionou...

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Aguardando o resultado do estudo genético dos restos do aborto para definir os próximos passos...

Quero muito voltar a escrever sobre os meus próximos passos na tentativa de ter novamente um bebezinho dentro de mim, mas isso é algo sobre o qual não tenho controle algum. Por enquanto, ainda estou aguardando o resultado da análise genética dos restos do aborto, coletados através da AMIU (aspiração manual intrauterina) realizada no dia 09 de setembro, para voltar a infertileuta que está me acompanhando e saber o que deve ser feito antes da minha próxima TEC (transferência de embriões congelados).

A previsão era que ele tivesse saído na semana passada, mas há ainda um cromossomo pendente na análise. O laboratório nos assegurou que nesses próximos dias eles irão analisá-lo e até sexta feira ele nos enviarão as conclusões a que chegaram após a análise de todos os cromossomos.

Infelizmente a análise histopatológica não chegou a conclusão alguma sobre as causas do aborto retido. O material coletado estava degenerado demais, dada retenção intrauterina prolongada do "feto". Agora é torcer para que a análise genética aponte alguma causa específica, a fim de se definir com clareza o que realmente precisa ser feito antes da próxima TEC.

A proximidade do resultado dessa análise genética me fez voltar a pensar sobre o sexo do meu bebezinho que partiu e tenho uma forte sensação de que era uma menina. Algo me diz que o Senhor guardou a minha pequena "Sofia". Sinto que meu esposo afinal de contas era quem estava certo sobre o sexo do nosso bebezinho.

Ainda dói o fato de saber que jamais o terei em meus braços, mas estou totalmente pronta para viver novas alegrias... o luto será eterno, mas as lembranças boas de tudo o que vivi enquanto ele esteve dentro de mim me dará forças para ir buscar os seus irmãozinhos lá na clínica e ter a oportunidade de viver novamente a alegria de um outro POSITIVO! Minha luta contra a infertilidade só encerra quando abraçar um filho com vida em meus braços, pois aquele que me prometeu um filho é fiel para cumprir a sua promessa em mim!

sábado, 11 de outubro de 2014

Do que verdadeiramente me arrependo...


Vivi o dilema de contar a família e aos amigos sobre a gravidez. Meu marido é quem vivia insistindo que eu contasse... e já não aguentando mais de tanta felicidade ele mesmo se antecipou e contou aos colegas do trabalho. Então, logo depois da segunda ultrassom, após ouvi o som mais lindo que já tinha ouvido em toda a minha vida, resolvi atender o pedido dele e contar para todos que estava grávida.

A alegria do POSITIVO e a confirmação de uma gravidez que vinha se desenvolvendo bem se transformou em um pesadelo no momento em que soube que o coraçãozinho do meu bebê havia parado de bater. Fiquei sem chão e sem reação, mas, tive que aceitar o fato de que nunca o teria em meus braços.

Mesmo já tendo passado quase uma semana de que ele havia sido aspirado de dentro de mim, ter que dar notícia a todos de que já não estava mais mais grávida foi bastante difícil. Mas, por mais difícil que tenha sido dar a todos essa triste notícia, não me arrependo de ter noticiado a minha gravidez nas redes sociais e até mesmo ter divulgado fotos do meu "barrigão"!

Fui muito feliz enquanto tive o meu bebê dentro de mim e não tinha porque guardar só para mim toda a felicidade que estava sentindo, mesmo sabendo que o primeiro trimestre seria o mais crítico de todos, não podia me deixar dominar pelo medo de perder o meu bebê a qualquer instante, tinha mesmo é que curti-lo por todo o tempo em que ele estivesse comigo.

O pior inevitavelmente aconteceu antes de chegar ao 2º trimestre, mas poderia ter acontecido no momento do parto e aí? Será que conseguiria esconder a gravidez até lá? O futuro não nos pertence, somente Deus sabe o dia de amanhã e se tem uma coisa da qual verdadeiramente me arrependo é de não ter curtido tanto quanto gostaria o comecinho da gravidez devido aos pequenos sangramentos que tive e que não afetaram em absolutamente nada o meu bebê.

Por incrível que pareça o momento em que mais curti o meu bebê foi justamente o período em seu coraçãozinho já não batia mais dentro de mim (só que eu não sabia)... agora aprendi a lição. Na próxima vez que engravidar não vou deixar o medo me impedir de aproveitar nenhum segundinho sequer da minha gravidez. Vou  lembrar das palavras de Cristo que estão registradas em Mateus  6: 34 "Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal."

domingo, 28 de setembro de 2014

A parte dos meus medos há um Deus trabalhando em favor do meu maior sonho!


"A graça de Deus nos faz suportar o insuportável." Eu sou prova viva dessa verdade! E louvo ao Senhor todas as manhãs pela forma como ele tem cuidado de mim!

O aborto retido, não aniquilou a promessa de ter um filho em meus braços e nem destruiu a minha esperança de vê essa promessa se cumprindo em minha vida! Mesmo sem saber quais serão os meus próximos passos e mesmo tendo que lutar contras os meus próprios medos desistir da maternidade não é uma opção para mim.

O futuro incerto a que me reportei na publicação anterior diz respeito exclusivamente aos caminhos que ainda terei que trilhar até embalar em meus braços o filho que gerei em meu coração em fevereiro de 2009, mas não tenho dúvida alguma  de que esse dia vai chegar.

Ainda dói saber que meu bebezinho partiu, mas isso não me privou de sorrir com os beijos e abraços do marido maravilhoso que tenho, com o sorriso dos meus alunos todas as manhãs, com alegria contagiante com que cantam comigo as cantigas de roda no pátio da escola, com os seus olhinhos brilhantes enquanto lhes conto ou leio uma história... e com tantas e tantas outras coisas que também me fazem sorrir, pois por mais doloroso que tenha sido sair de uma maternidade com fragmentos do meu bebê em dois recipientes bem lá no fundo eu sei que foi o melhor para nós dois!

Ele cumpriu a sua missão aqui na terra. Me fez imensamente feliz por todo o tempo que esteve dentro de mim e talvez a sua morte me traga as respostas que estou buscando para tantas falhas de implantação, mas mesmo que continue sem respostas ele foi a minha cura, pois foi o primeiro bebê que se  aninhou em meu ventre e me fez provar o quanto é maravilhoso gestar uma outra vida... sinto que ele abriu as portas para que outros bebês também se aninhem em mim! Antes, porém preciso me livrar de todos os meus medos, mas de uma coisa estou certa aquele que começou a boa obra em mim há de concluí-la! 

Não sei quando e nem de que forma, mas voltarei a gestar um outro bebê e ele virá para os meus braços com vida e me trará muitas outras alegrias!

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Um futuro incerto...


Eu nunca me sentir tão perdida em relação a qual será o meu próximo passo nessa minha jornada rumo a maternidade desejada... sempre depois de um negativo eu redirecionava os meus passos e definia com clareza o que eu poderia fazer no ciclo seguinte, mesmo que fosse esperar unicamente por um milagre.

Mas, agora que estou tendo que lidar não mais com a frustração de um negativo e sim com a tristeza de um aborto retido eu não sei ao certo se estou preparada para uma nova gravidez, pois não quero que o medo de reviver um novo aborto me impeça de curtir o próximo bebezinho que irei gestar em meu ventre.

O fato de ter que esperar pelo menos dois meses antes de tentar uma próxima gravidez até me dar um certo alívio, pois espero até lá já está completamente refeita para tentar uma outra vez. Mas, confesso que no momento a possibilidade de tentar uma outra vez causa palpitações ao meu coração.

Estou muito cansada de consultas médicas, exames constantes, medicações e procedimentos ambulatoriais e hospitalares. Mas por outro lado, me conhecendo da forma como me conheço, sei que se der uma pausa para descansar de tudo isso não terei mais coragem para enfrentar uma nova maratona dessa por um bom tempo e temo que os meus outros cinco embriãozinhos fiquem "esquecidos" por tempo demais lá na clínica.

Eu não posso me esquecer que já não sou tão nova, quanto era na época em que decidi engravidar, e que a medida que os anos avançam a minha fertilidade tende a ficar ainda mais comprometida.

Aos 32 anos e com o meu atual quadro clínico eu ainda tenho 50% de chances de engravidar nas minhas próximas TECs (transferências de embriões congelados), mas não vai demorar muito para que as minhas chances diminuam...

Claro que a minha confiança está depositada em Deus e sei que mesmo que não me reste mais 1% de chances de engravidar ele é suficientemente poderoso para operar um milagre em meu ventre. Mas, já que o caminho que tenho trilhado de maio do ano passado para cá tem sido com o auxílio de técnicas de Reprodução Assistida não vejo motivo para dificultar ainda mais uma possível gravidez por meio dessas técnicas.

Eu não sei ao certo o que o futuro me reserva, mas espero que em breve o Senhor ponha um ponto final nesse capítulo de infertilidade da minha vida e enquanto isso eu me contento com as pequenas felicidades que ele tem me proporcionado todos os dias e descanso em todas as promessas que ele me fez!

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Pronta para viver novos capítulos da minha história...

Como só falei do aborto aqui no blog, lá na escola onde trabalho e para algumas poucas pessoas da família. Passei a semana inteira recebendo comentários no meu face pessoal tanto me parabenizando pela gravidez como querendo saber com quantos meses eu estava, se já sabia se era menino ou menina e o quanto meu bebê já era amado por todos...

Tive que em off explicar para essas pessoas que fizeram esses comentários que lamentavelmente o meu bebê já não estava mais dentro de mim. Todas foram bastante solidárias com a minha dor e me pediram muitas desculpas pelos comentários postados. Mas, obviamente nenhuma delas tinha motivo algum para se desculpar. Afinal de contas embora eu tenha retirado do face todas as imagens e pensamentos que remetiam a minha gravidez eu não "anunciei" diretamente a perda do meu bebê.

Não queria tornar pública essa notícia tão triste... mesmo porque tem muitas amigas minhas que estão grávidas e não gostaria que elas se impressionassem com o que aconteceu comigo. Mas, lê os comentários de felicitações e as curiosidades das pessoas em relação ao meu bebê e ter que explicá-las em off o que tinha acontecido estava fazendo eu reviver muitas vezes esse triste episódio e como tudo ainda é muito recente isso ainda mexe um pouco comigo mesmo tendo certeza de que Deus está no controle de tudo e de que aquilo que ele sonhou para mim é infinitamente maior e melhor do que um dia sonhei e desejei...

Resolvi então por um ponto final em tudo. Da mesma maneira como tornei pública a minha gravidez, há algumas semanas atrás, ontem tornei público o meu aborto retido e com isso tirei um peso enorme dos meus ombros. Pelo menos não terei mais que explicar para as pessoas em off que meu bebê parou de se desenvolver com aproximadamente nove semanas de gestação. 

Dado por encerrado esse capítulo tão triste da minha vida, estou pronta para viver os capítulos felizes que Deus escreveu ao meu respeito. Esse filho eu nunca mais terei em meus braços e terei que aprender a conviver com a dor de tê-lo perdido pelo resto da minha vida, mas ainda tenho outros cinco projetos de filhos lá na clínica a minha espera e por eles e com a ajuda de Deus eu sei que vou superar tudo isso!

Meus braços certamente ainda irão abraçar um filho com vida e essa certeza me impulsiona a seguir em frente de cabeça erguida. Desistir não faz parte dos meus planos porque aquele que me prometeu um filho há de cumprir a promessa feita a mim!

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

A aspiração...

A terça feira foi sem dúvida o dia mais difícil que já vivi... o dia como eu já imaginava amanheceu extremamente nublado para mim e meu esposo.

Acordamos bem cedo para nos dirigirmos a um centro obstétrico, mas infelizmente, como todos vocês já sabem, não foi para recebermos em nossos braços um filho com vida e sim para sair de lá com fragmentos do nosso bebezinho em dois frascos distintos para ser enviado a dois centros de pesquisas diferentes.

Como se não nos bastasse a dor de ter perdido um filho ainda tivemos que enfrentar uma enorme burocracia no hospital para a liberação do procedimento. Como a médica que faria o nosso procedimento não era conveniada ao nosso plano de saúde e o seu protocolo de solicitação não era nos moldes que o plano exige, foram criados todos os impedimentos que se possam imaginar antes de finalmente vir a liberação. 

Tive que inclusive realizar no próprio hospital mais uma ultrassom que confirmasse o óbito fetal do meu bebê, dado o fato que não fui orientada a levar a ultrassom que atestava isso e dada a morosidade do atendimento não teria como o meu esposo ir buscá-la em casa e trazê-la a tempo de poder fazer o procedimento que estava agendado para as 13:00 h.

O resultado de tudo isso é que tive que ser encaminhada da emergência mesmo do hospital até o centro cirúrgico às 15:30 e mesmo depois do procedimento realizado ter que ficar aguardando em cima de um maca no corredor do centro cirúrgico por quase uma hora até ser conduzida ao apartamento individual a qual eu tinha direito.

Cheguei no apartamento 30 minutos antes da alta agendada pela médica e mesmo estando de jejum desde às 20:00 do dia anterior eles me serviram apenas um copo de água de coco, um pão com requeijão e quatro biscoitinhos de leite e nenhum enfermeiro sequer entrou para aferi a minha pressão e medi a minha temperatura como é de costume depois de qualquer procedimento realizado sobe sedação em centro cirúrgico.

Mas, a dor que eu estava sentindo era tão grande que todo esse descaso passou completamente despercebido. Eu só queria sair dali o mais rápido que pudesse e encerrar de vez esse capítulo da minha vida. 

O procedimento em si foi bem rápido e tranquilo. A pior parte foi ouvir um pouco antes de entrar no centro cirúrgico uma das enfermeiras dizendo ao meu marido as seguintes palavras "aguarde aí PAI" vamos primeiro preparar a sua esposa" e logo depois de voltar de lá ouvir bebezinhos chorando e vê que aos meus pés tinham apenas dois frascos com fragmentos do bebezinho que gestei por um espaço tão curto de tempo...

Mas, mesmo sem compreender aceito o que aconteceu, pois sei que nada acontece ao acaso. Deus permitiu que eu passasse por isso por algum motivo que desconheço. Eu sei que meu bebê cumpriu a sua missão. Ele me deu um novo fôlego de esperança de que sim, eu posso ser mãe e me trouxe imensas alegrias no pouco tempo em que esteve dentro de mim! 

A Deus eu peço que ele traga alívio a minha dor e que de agora em diante só me restem saudades e lindas e doces recordações dessa minha gravidez... 

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Vamos nos despedir de nosso bebê amanhã...

Quero agradecer de coração o apoio de todas vocês nessa hora de tamanha dor e sofrimento. Infelizmente eu não terei esse bebê em especial em meus braços como imaginei que seria... Mas, gostaria de deixar registrado aqui que ele me proporcionou nesse tão pouco tempo muitas alegrias e que certamente irei guardar excelentes recordações desse curto espaço de tempo. Ser mãe, ainda que por tão pouco tempo, foi a experiência mais incrível e maravilhosa que vivi em toda a minha vida!

Amanhã farei a "curetagem" que na realidade não será o procedimento convencional e nem mesmo recebe esse nome. Trata-se de um procedimento mas moderno e menos invasivo AMIU (aspiração manual intra uterina). O ideal mesmo seria esperar meu corpo expelir o feto naturalmente. Mas, como o material terá que ser analisado do ponto de vista histopatológico e genético terei que me submeter a esse procedimento.

Bem lá no fundo,  eu até acho melhor que seja assim. Olhar para meu "barrigão" e saber que tem um bebezinho sem vida dentro dele é psicologicamente muito conflitante. Ainda mais depois de está ciente de que o período em que mais curti a minha gravidez, foi justamente o período em que já não existiam mais dois corações batendo dentro mim...

Meu esposo tem sido uma amor nesses últimos dias... ele guardou a sua dor no bolso para cuidar da minha! E eu não poderia está mais agradecida ao Senhor por ele ter me presenteado com alguém tão especial, amoroso, cuidadoso... e que além de todas essas virtudes faz questão de se guiar pelos os ensinamentos de Cristo e tem ele como seu referencial de vida!

Amanhã provavelmente será um dia muito triste e nublado, pois iremos nos despedir desse filho que nos trouxe tantas alegrias, mas o sol certamente irá voltar a brilhar em nossas vidas. Mesmo sem compreender os motivos pelos quais o Senhor tem nos permitido passar por tudo o que temos passado nesses últimos anos, seguimos em frente acreditado que o Senhor irá cumprir a promessa que ele nos fez e de que no seu tempo e da sua maneira ele irá entregar em nossos braços um filho com vida e cheio de saúde! 

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

O ultrassom de hoje...

Apesar do friozinho na barriga que estava sentindo em relação o ultrassom de hoje eu realmente acreditava que voltaria aqui hoje com excelentes notícias sobre o meu bebê. Mas, para a minha infelicidade um pouco depois de iniciar o ultrassom hoje pela manhã recebi a notícia que mais temia... "o coração do seu bebê parou de bater a aproximadamente duas semanas".

Deitada ali naquela mesa e olhando para o meu bebê na tela do monitor que estava bem diante do meus olhos eu não conseguia acreditar naquilo que estava vendo e no que eu tinha acabado e ouvir. Meu bebê estava completamente imóvel dentro de mim e exatamente igual a última vez que eu o vi, tinha bracinhos e perninhas, mas havia parado de se desenvolver e já não tinha mais batimentos cardíacos. 

Contive todas as lágrimas que lavavam o meu coração e não permiti que nenhuma delas banhassem os meus olhos. Sair daquela mesa assim que o médico tirou o aparelho de ultrassom de dentro de mim, fui ao banheiro me trocar, aguardei por alguns instantes o laudo do médico e sair daquele centro de diagnóstico o mais rápido que pude. 

De lá me dirigi até a clínica onde fiz a minha FIV, precisava muito mostrar aquele laudo a minha médica o quanto antes e saber o que deveria ser feito. No caminho até a clínica eu não consegui dirigir uma única palavra ao meu esposo que também não conseguia esbouçar reação alguma. Estávamos vivendo o nosso pior pesadelo e sabíamos que nada que disséssemos um para o outro faria nos sentir melhor.

Num trecho do caminho eu disse para ele que não queria vê o meu bebê sem vida quando ele saísse de mim e deixei escapar algumas lágrimas. Ele pediu que fosse forte, pelo menos até chegarmos em casa, não queria que eu chegasse na clínica com cara de choro... atendendo ao seu pedido eu sequei as lágrimas que escapou e não sei como, mas não permitir que nenhuma outra mais caísse até chegarmos em casa.

Antes contudo, fomos a clínica. A médica me atendeu imediatamente e me instruiu em relação ao que deve ser feito. Ela acha fundamental que o material do meu aborto seja enviado para análise genética a fim de determinar as causas por trás dele. Dessa forma, vou parar com a medicação e daqui a aproximadamente uma semana farei curetagem. É que assim o colo do útero estará mais aberto e a curetagem será mais tranquila. 

Só depois do resultado é que ela voltará a analisar o meu caso para determinar quais serão os próximos passos daqui para frente antes da minha próxima TEC, pois como todos vocês sabem ainda tenho cinco embriões lá na clínica e logicamente assim que viver o luto desse aborto, com certeza voltarei a tentar mais uma vez, pois quem me prometeu um filho é fiel para cumprir a promessa feita a mim... encerro essa publicação fazendo uso das mesmas palavras de Jó "... o Senhor deu, o Senhor tirou: bendito seja o nome do Senhor" ( Jó 1: 21)

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