Saiu o resultado da análise genética do material de perda fetal colhido na AMIU (aspiração manual intra uterina) que realizei no mês passado. O meu pressentimento a respeito do sexo do meu bebê estava certo. Eu realmente estava gestando uma princesinha. Infelizmente, ela tinha apenas um cromossomo X, era portadora da síndrome de turner, e por isso a gestação não foi adiante.
A maioria das meninas que nascem com essa síndrome tem uma vida praticamente normal, mas todas elas tem a sua fertilidade comprometida.
Obviamente eu teria ficado imensamente feliz de receber a minha Sofia com vida em meus braços e faria tudo o que estivesse ao meu alcance para fazê-la feliz! Ela seria criada com muito amor e nós (eu e o pai) faríamos tudo o possível para que ela desenvolvesse toda a sua potencialidade. Mas, o Senhor resolveu polpá-la de toda e qualquer limitação que a sua síndrome pudesse lhe impor a guardando para si e quem sou eu para questionar as suas razões para tomar essa decisão? Ele é Deus! É bom em todo tempo! Tudo o quanto ele faz é perfeito! E a mim cabe tão somente agradecê-lo por tudo o quanto ele tem feito por mim...
Antes de ser minha, a minha Sofia já era dele, ele permitiu que ela fosse gestada por mim, ainda que por um breve período de tempo, para que eu pudesse experimentar a imensa alegria de ser mãe. O aborto por mais devastador que tenha sido, não irá apagar as lembranças boas do tempo que ela esteve dentro de mim.
Não importa quantos outros filhos o Senhor me der, ela continuará tendo cadeira cativa em meu coração, será lembrada por tudo o que representou em minha vida e por todas as alegrias que me proporcionou...


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