Tem algo sobre essa última TEC (transferência de embriões congelados) que omiti no meu relato. Foi algo que me abalou um pouco e como estava com sementinhas dentro de mim, ainda tentando se aninharem em meu ventre, não quis tocar no assunto para não reviver dores.
Como todos sabem essa minha 2ª FIV (fertilização in vitro) resultou em nove blastocistos, 8 de excelente qualidade e 1 um pouco mais lento. Após as minhas três primeiras TECs me restaram apenas três deles e nessa minha última eu só pude transferir dois deles já que aqui no Brasil, desde de 2011, só é permitido transferir até dois embriões em mulheres com menos de 35 anos e eu tenho 33 anos. Logo, eu ainda deveria ter 1 embrião congelado lá na clínica.
Infelizmente eu perdi esse embrião. Ele havia sido congelado na mesma paleta desses dois últimos que eu transferi e foi descongelado juntamente com eles. Como era mais lento que os outros ele só poderia ser congelado novamente caso evoluísse um pouco mais até o dia posterior. O que não aconteceu. Ligaram na tarde do dia seguinte para o meu marido dando a notícia que ele havia parado de evoluir.
Quando recebi a notícia eu fiquei muito triste, eu realmente tinha esperança de que ele resistisse e que algum dia eu pudesse voltar lá na clínica para buscá-lo como fiz com todos os meus outros embriões...
Nos minutos seguintes, derramei algumas lágrimas silenciosas e me aconcheguei nos braços do Senhor mais uma vez e então fui tomada por uma paz muito grande e uma voz interior bradou dentro de mim que embora houvesse acabado de perder mais uma das minhas sementinhas, eu ainda estava com as duas últimas delas dentro de mim e certamente o Senhor haveria de restaurar a minha sorte e pelo menos umas delas germinaria em meu ventre. Movida então por essa esperança sequei as lágrimas do meu rosto e aguardei pacientemente por um resultado POSITIVO.
Onze dias depois, para honra e glória do nome santo do Senhor, eu voltei aqui para testemunhar que a vida havia novamente encontrado abrigo em meu ventre...








