Alguns minutos depois o anestesista, assim que chegou ao hospital, se aproximou de mim para fazer algumas perguntas. Foi o primeiro rosto familiar que vi e fiquei bem menos apreensiva do que estava porque ele é um senhor muito tranquilo e passa muita confiança. Sabia que estaria mais uma vez em excelentes mãos.
Instantes depois, a enfermeira lá da clínica também chegou e já subiu para o bloco cirúrgico acompanhada pelas duas primeiras mulheres que fariam a punção folicular naquela manhã. Foi um alívio vê-la chegar, pois sabia que logo mais seria a minha vez de subi também e em breve encerraria a primeira fase desse meu novo ciclo de FIV.
Logo em seguida fui chamada por uma das recepcionistas para assinar alguns papéis da internação. Meu coração acelerou um pouquinho nesse instante, mesmo sabendo o quanto é tranquilo esse procedimento não consegui evitar o friozinho na barriga por saber que em poucos minutos eu estaria sendo anestesiada.
Não demorou muito e o embriologista me procurou na recepção do hospital para me conduzir juntamente com a outra mulher que faria o mesmo procedimento para a sala de espera do bloco cirúrgico. Nesse instante fui tomada por uma paz muito grande, senti a presença do Senhor ao meu lado e fiquei convicta de que tudo daria certo.
Na sala de espera minha médica veio ao meu encontro e trocamos algumas palavras antes de trocar a minha roupa por aquela batinha básica de hospital com direito a touquinha e tudo mais... minutos depois a própria médica me conduziu a bloco cirúrgico. Mas, as enfermeiras já estavam preparando a outra paciente que subiu comigo para realizar o procedimento. Então fui orientada pela médica a ficar na sala de recuperação. Lá encontrei as duas primeiras mulheres que realizaram o mesmo procedimento já se recuperando. Uma delas estava totalmente acordada e em poucos minutos recebeu alta. A outra demorou um pouco mais a acordar, mas assim que acordou trocamos algumas figurinhas sobre o processo de FIV. Nossos casos eram bem parecidos, mas aquele estava sendo o seu primeiro ciclo de FIV e ela estava muito receosa que não desse certo.
Alguns minutos depois eu fui conduzida ao bloco cirúrgico, dessa vez por uma das enfermeiras lá do hospital. Toda a equipe lá da clínica já me aguardavam no local prontos para iniciar o procedimento. O anestesista tratou de me apresentar a toda equipe (embora todos já me conhecessem) ele brincou dizendo que já eu era veterana e que portanto não tinham que ficar me dando muitas explicações e nem ficar receosos de que eu apagasse antes mesmo dele aplicar o sedativo em mim.
Assim que o sedativo foi aplicado eu apaguei completamente e quando acordei já estava sendo levada para a sala de recuperação. Cheguei na sala completamente acordada e me sentindo muito bem. A médica passou lá para saber como estava e me dizer que o procedimento foi melhor do que o esperado. Ela havia puncionado muito mais folículos do que haviam sido visualizados na última ultrassom, inclusive do meu ovário esquerdo que durante toda a estimulação se mostrou muito preguiçoso e que a tarde me ligariam lá da clínica para informar com precisão quantos óvulos haviam sido puncionados e quanto deles estavam maduros.
Não demorou muito para que eu recebesse alta e fosse para casa com a receita de alguns medicamentos para tomar nos próximos cinco dias.
A tarde, como o combinado, uma das embriologistas da clínica me ligou para informar que dessa vez foram puncionados 14 óvulos, 12 deles estavam maduros e que já teriam sido fertilizados (o dobro do meu 1º ciclo de FIV). A dosagem maior de gonal surtiu o efeito esperado.
Na quinta feira eles irão me ligar novamente para informar sobre quantos embriões foram concebidos nesse processo e como eles estão se desenvolvendo. Só no sábado saberei exatamente quantos embriões terei para congelar e quantas transferências poderei fazer futuramente...
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