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quarta-feira, 19 de março de 2014

Esclarecendo alguns pontos da publicação anterior...


Minha próxima publicação já estava escrita em rascunho e hoje eu retornaria aqui apenas para torná-la pública, mas percebi através dos comentários que dei a entender que fui vítima de preconceitos por ter recorrido a uma FIV (Fertilização in Vitro) a fim de realizar o meu sonho de maternidade e por isso vou deixá-la em rascunho por mais alguns dias e esclarecer alguns pontos sobre a minha publicação anterior.

Primeiramente eu nunca fui vítima de preconceitos (pelo menos de forma declarada) por ter optado por uma FIV. Mesmo porque, amigos e familiares não fazem ideia de que estou em tratamento (eles sequer sabem que estou tentando engravidar). As únicas pessoas que sabem do meu tratamento são vocês que acompanham a minha história de infertilidade através da leitura do meu blog e as colegas de trabalho, porque como expliquei em uma outra publicação, me vi obrigada a contar sobre o tratamento devido as minhas constantes ausências no trabalho. Todos lá da escola (local de trabalho)  já estavam começando a desconfiar que eu estava com um problema muito sério de saúde.

O motivo de abordar pela segunda vez essa mesma temática (preconceitos em relação a FIV) é que alguns conhecidos em conversa informal comigo, talvez por desconhecerem que eu estou em processo de FIV, externaram opiniões contrárias a esse tipo de procedimento sustentando o seu posicionamento em argumentos muito frágeis e que revelam um total desconhecimento sobre a questão em foco.

Uma colega, que inclusive tem problemas de fertilidade, afirmou ser contrária a qualquer tipo de procedimento em Reprodução Assistida porque na sua visão eles são contrários aos ensinamentos bíblicos. Segundo ela, somente Deus tem o poder de dar vida a outras vidas e é um absurdo que os homens estejam querendo deter esse poder em suas mãos. Já uma outra colega argumentou que se tivesse problemas de fertilidade jamais faria uma FIV porque acha que é uma perda de tempo e de dinheiro. Segundo ela Deus faz engravidar quem ele quer na hora que ele quer e não precisa de ajudinha nenhuma para isso.

Pelo que vocês podem perceber tanto uma visão como a outra estão carregadas de preconceitos em relação a um procedimento que elas tem pouco conhecimento sobre ele. Não acho que a FIV é uma opção válida para todos os casais que enfrentam problemas de fertilidade e entendo que alguns casais, mesmo que tenha ela como única opção viável de tratamento, não optem por ela, pois certamente existem outros motivos que levem um casal a descartá-la. Contudo, acho muito importante que a escolha desses casais não estejam fundamentadas nesses mesmos argumentos. E que os casais que optarem por uma FIV não sejam julgados com base nesses argumentos.

Em relação ao que se fazer posteriormente com os embriões excedentes desse tratamento que foram congelados, essa é uma questão estritamente pessoal (existem algumas opções que serão esclarecidas pelo médico que fará a FIV). Mesmo porque, se o casal quiser não precisa ter embriões excedentes. Ele tanto pode optar por congelar os óvulos da mulher e ir fertilizando eles aos poucos (nesse caso o investimento financeiro é maior) como pode estimular um número reduzido de óvulos para serem utilizados de uma única vez (não dando certo a mulher passará por todo o processo novamente e o casal terá que desembolsar a mesma quantia de dinheiro investida se desejar tentar novamente).E mesmo no caso do casal optar por correr o risco de ter muitos embriões excedentes pode (assim como eu e meu esposo) se dispor a transferir todos embriões congelados em ciclos posteriores e se arriscar a ter uma família bem grande.

terça-feira, 18 de março de 2014

Casais inférteis não podem ser vítimas de preconceitos devido as suas escolhas de tratamentos...


Muitas pessoas ainda tem muitos preconceitos em relação aos tratamentos de Reprodução Assistida, mais ainda quando se trata de  FIV (Fertilização in Vitro).

Acredito que o principal fator que levam essas pessoas a perpetuarem esse tipo de preconceito é a falta de informação. No imaginário delas os médicos que se dedicam a esse tipo de tratamento querem usurpar o lugar de Deus e dar vida a outras vidas em seus laboratórios...

Mas, como abordei na publicação que mencionei anteriormente não é bem isso que os médicos estão fazendo em suas clínicas e laboratórios quando ajudam casais, que enfrentam problemas de fertilidade, a terem os seus filhos através de técnicas de Reprodução Assistida, dentre elas a FIV (maior vítima de preconceitos). 

Na realidade, eles não detém o controle absoluto de nenhuma das etapas desse processo. Eles simplesmente criam condições favoráveis  para a vida surja fora do útero da mulher e se desenvolva por um curto período de tempo até que possa ser transferida novamente para o lugar onde deveria ter sido concebida e assim possa ou não se desenvolver da forma esperada.

A maior prova de que eles não controlam totalmente nenhuma dessas etapas consiste no fato que muitas e muitas FIVs não cominam em uma gestação e muitas das gestações que se iniciam através de uma FIV são interrompidas por um aborto espontâneo e os motivos que contribuem para que isso aconteça são muitas vezes desconhecidos e se apresentam em qualquer uma de suas etapas, desde o controle da ovulação até transferência do embrião para o útero materno e consequentemente sua implantação e o seu desenvolvimento.

Criticar um casal que opta por uma FIV (quando essa é a única possibilidade de tratamento e o mesmo tem condições financeiras para arcar com uma) por puro preconceito é um erro muito grave. Casais inférteis tem o direito de tratar as causas que acometem a sua infertilidade através das técnicas mais indicadas para cada caso em particular. Não é justo que além do sofrimento gerado pela a infertilidade que lhes sobreveio esses casais sejam "condenados" por recorrerem a um tratamento que pode trazer para os seus braços o filho tão desejado...

sábado, 26 de outubro de 2013

Desmistificando preconceitos em relação a FIV...


Muitas pessoas ainda tem muitos preconceitos em relação ao tratamento de FIV (Fertilização in Vitro) e esse preconceito geralmente está relacionado a questões religiosas. Há quem acredite que os médicos que se dedicam a pesquisas nesse sentido e aqueles que fazem uso desse procedimento em suas clínicas estão tentando assumir a identidade de um deus que dá vida a outras vidas.

Mas na prática o que acontece nas clínicas de Reprodução Assistida do mundo inteiro está muito distante daquilo que se passa no imaginário dessas pessoas. Por mais que as pesquisas nessa área tenham avançado, e apesar dos números de fertilizações bem sucedidas terem aumentado muito nesses últimos anos, as vidas que são concebidas dentro dos laboratórios dessas clínicas continuam sendo geradas pelo Senhor. É ele quem dirige todo o processo. Os médicos fazem uso apenas das técnicas que podem viabilizar que um casal infértil se torne pais de filhos. Contudo, quem permite que esse casal se torne ou não pai desses filhos (ainda que sejam concebidos em laboratório) é Deus!

Os médicos estudam cada caso de infertilidade individualmente e indicam o(s) tratamento(s) adequado(s). Os casais que recebem indicação e optam por uma FIV são submetidos a procedimentos individualizados, adequados ao seu caso específico de infertilidade. Mas, nenhum deles recebem qualquer garantia de que terão seu problema de infertilidade solucionado, que o tratamento culminará com a sonhada gestação e que essa gestação irá evoluir satisfatoriamente.

Nenhum médico pode dá essa garantia porque ele não tem o controle absoluto de nenhuma das etapas procedimento da FIV. As respostas a cada uma delas é uma verdadeira incógnita, dependem da vontade absoluta ou permissiva de Deus. 

A estimulação ovariana nem sempre resulta em óvulos maduros capazes de serem fecundados. A fecundação dos óvulos maduros com espermatozoides de boa qualidade, até mesmo quando é usada a técnica de super ICSI, nem sempre acontece. Os embriões que resultam desse processo de fecundação nem sempre evoluem o suficiente para serem implantados no útero da mulher que está se submetendo a esse procedimento. Os embriões que são transferidos para o útero dessa mulher, até mesmo quando são blastocistos de melhor qualidade possível, nem sempre se implantam. E até mesmo quando ocorre a implantação desses embriões nem sempre a gestação evolui.

Tudo isso nos permite concluir que o tratamento de infertilidade através da FIV é um procedimento médico como outro qualquer e que as pessoas que recorrem a esse tratamento não devem ser julgadas. Da mesma forma que algumas pessoas são curadas de um câncer por um milagre divino e outras só são curadas após serem submetidas a um tratamento, as pessoas inférteis podem se tornarem pais de filhos através de um milagre ou serem agraciadas pelo Senhor com filhos fazendo uso da FIV. Uma coisa é certa, elas só se tornarão pais se o Senhor permitir que sejam!

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