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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

A promessa está se cumprindo...

Há 21 semanas e dois dias atrás se iniciava mais um dos meus incontáveis ciclos de tentativas de engravidar e em mais algumas semanas eu realizaria a minha 6ª TEC (transferência de embriões congelados). 

O meu histórico não era muito favorável e uma grande parcela, das poucas pessoas do meu convívio, que sabiam da minha história de infertilidade e dos meus tratamentos fracassados, me aconselhavam a aceitar "a vontade de Deus" e parar de insistir de ter um filho através de técnicas de Reprodução Assistida. Elas estavam convictas de que esse não era o caminho pelo qual Deus me daria o filho (a) dos meus sonhos.

Embora estivessem bem intencionadas, elas não faziam a menor ideia de que ficar de braços cruzados vendo o tempo passar e levar consigo toda e qualquer possibilidade de um dia engravidar só me causaria dores ainda maiores do que mais algumas outras tentativas fracassadas de engravidar.

Em resposta ao que essas pessoas estavam me propondo, escrevi a publicação "A promessa vai se cumprir... Eu serei mãe!" expondo os motivos que me levavam a continuar insistindo em fazer uso de técnicas de Reprodução Assistida mesmo após tantas tentativas fracassadas de engravidar através das mesmas.

No mês seguinte a essa publicação Deus me agraciou pela segunda vez com um lindo POSITIVO, logo após a minha 6ª TEC, e desde então "o meu sonho mais lindo" está se desenvolvendo dentro de mim! Minha Letícia é a prova viva de que Deus realiza os sonhos daqueles que perseveram e nele depositam a sua confiança. 

Hoje, as mesmas pessoas que me aconselharam a desistir me parabenizam pela minha perseverança e me consideram um exemplo de fé e persistência. Mas, a grande verdade é que sem Deus ao meu lado eu não teria tido forças para continuar insistindo... foi ele, com seu muito amor, quem sofreu comigo as minhas dores, me amparou em seus braços, caminhou ao meu lado e me encorajou a seguir em frente! A ele todo o meu louvor e a minha eterna gratidão por tudo quanto ele tem feito por mim!

terça-feira, 24 de março de 2015

A promessa vai se cumprir... Eu serei mãe!


Eu não recorri a técnicas de Reprodução Assistida porque não acredito em milagres. A FIV (fertilização in vitro) não é a "Agar" que estou dando ao meu marido porque estou em dúvidas em relação a promessa de ser mãe que o Senhor me fez. Eu só estou caminhando por esse caminho porque sei que esse é o caminho que o Senhor traçou para mim.

Eu não sei se esse é o caminho que trará para os meus braços o filho dos meus sonhos, mas eu sei que Deus quer que eu caminhe por ele, e enquanto eu estiver caminhando por esse caminho ele continuará me carregando em seus braços... É nesse caminho que ele tem me moldando de acordo com os seus propósitos!

Essa experiência não se resume apenas a lágrimas e dores, ela tem somado a minha vida  lições preciosas e é através dela que eu estou me libertando da menina medrosa e insegura que me fez desistir de muitos projetos e sonhos.

A FIV foi a arma que o Senhor pôs em minhas mãos para pelejar contra a minha infertilidade a dois anos atrás, e a menos que, ele mesmo me instrua a pelejar apenas com as armas espirituais, que me confiou no início da minha jornada em busca da maternidade, eu continuarei pelejando com ela fazendo uso da melhor munição, "a fé", e utilizando a mais eficiente estratégia de combate, "a oração". 

Apesar das batalhas perdidas, e mesmo que muitos achem que devo baixar a guarda e esperar unicamente por uma intervenção divina, eu sinto que não posso abrir mão da possibilidade de  ter um filho fazendo uso da única arma que disponho no momento... e paralelamente continuarei acreditando que a qualquer momento poderei ser agraciada com um grande milagre (uma gravidez natural). Mas, uma coisa é certa, de uma forma ou de outra, a promessa do Senhor vai se cumprir em minha vida e eu serei mãe!

terça-feira, 10 de março de 2015

Foi a sua graça...


Mês que vem fará dois anos que iniciei a minha primeira FIV (fertilização in vitro). Eu sempre soube que esse caminho não seria fácil, mas nunca imaginei que seria tão penoso. 

As estimulações ovariana, as punções dos folículos e as transferências de embriões na realidade foram bem tranquilas. A parte penosa foram as falhas de implantação e o aborto retido. 

Querendo ou não, quando nos submetemos a esse tipo de procedimento criamos muitas expectativas e quando vemos elas virarem fumaça bem diante de nossos olhos, uma parte da gente se vai com cada um dos embriões que não se aninha em nossos ventres... e se um deles se aninha, mas para de se desenvolver (como aconteceu com a minha pequena Sofia) uma porção bem grande do nosso coração parte junto com o nosso anjinho.

A dor de uma falha de implantação é indescritível e a de uma aborto retido é praticamente insuportável. Uma amiga a descreveu como sendo "uma dor, daquelas com pontadas finas e geladas..." eu só "sobrevivi" as quatro falhas de implantação e ao aborto retido porque Deus manifestou a sua graça em mim e me deu forças para "suportar o insuportável". 

É a essa graça que eu recorro nesse exato momento, em que estou preste a realizar mais uma transferência de embriões. Só ela me fará entrar mais uma vez naquela mesma sala de transferência crendo mais uma vez que dessa vez tudo será diferente!

Hoje o meu maior desejo é, em um futuro próximo, olhar para trás e poder dizer que valeu muito a pena ter passado por tudo isso...

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Um POSITIVO é a resposta que busco!


Na publicação  "A mesma pergunta de novo: Porque a minha FIV não deu certo?" A amiga blogueira Dani Vilela Pessoa cita várias de suas publicações com questionamentos semelhantes e várias pesquisas que tentam responder esses questionamentos e finaliza a mesma com o seguinte pensamento:

"Pois é, muitas perguntas, muitas pesquisas e ainda não tenho todas as respostas. Aliás, nem precisaria de respostas, apenas um Positivo na próxima transferência. No mais, não preciso de porquês, somente a tranquilidade de saber que tudo valeu a pena!"

Faço minhas as suas palavras e já nem me atrevo mais a levantar certos questionamentos. Minha próxima TEC (transferência de embriões congelados) está às portas...  um POSITIVO que culmine com o nascimento de um bebezinho é o suficiente para cicatrizar todas a "feridas" causadas pela dor das falhas de implantação e do aborto retido e fazer valer a pena tudo o que já enfrentei até aqui para ter em meus braços o filho dos meus sonhos...

Que o Senhor tome a frente de tudo e que dessa vez eu só derrame lágrimas de felicidade!

sábado, 16 de agosto de 2014

A escolha da profissional fez toda diferença no resultado do tratamento...


Quando recebi o meu último negativo voltei a clínica cheia de questionamentos e com uma lista de alguns procedimentos que talvez pudessem ser feitos na tentativa de aumentar as minhas chances de gravidez na minha próxima transferênciaQueria muito uma resposta que justificasse as minhas falhas de implantação e gostaria muito que algo novo fosse feito na tentativa de ter um resultado diferente.

A médica ouviu tudo o que eu disse e conseguiu me convencer a não fazer nenhum dos procedimentos que sugeri. Segundo ela possivelmente nenhum deles produziam os resultados prometidos por alguns médicos, pois nenhuma das pesquisas realizadas em cima deles conseguiram comprovar que eles realmente aumentem as chances de implantação de embriões. Tanto que recentemente alguns  médicos, que vem fazendo uso dos mesmos, admitiram que os resultados apresentados com a utilização deles divergem tanto quanto quando eles não são utilizados.

Ela encerrou a nossa conversa dizendo que continuaríamos transferindo os meus embriões, fazendo apenas pequenos ajustes. Se eu quisesse poderíamos até fazer biópsia deles antes de transferi-los apenas para assegurar que eles não tinham nenhuma alteração cromossômica, mas que podia me assegurar que diante da quantidade e qualidade de meus embriões e do histórico de minhas transferências, tinha convicção de que eu sairia lá da clínica com um bebê nos braços sem que eu fizesse nenhum dos procedimentos que sugeri.

Havia tanta convicção em seu olhar que não me restou nenhuma dúvida de que aquele sim era o caminho correto a percorrer. Eu realmente estava nas mãos de uma excelente profissional! Ela realmente estava empenhada a fazer tudo dar certo, sem me vender uma falsa expectativa de maiores chances de sucesso no tratamento com procedimentos caros que não tem nenhuma comprovação científica. 

O bebê que agora se desenvolve em meu ventre é prova viva de que afinal de contas não fazer os tais procedimentos não fez a menor diferença no resultado esperado e acabou sobrando um dinheiro a mais para o enxoval do bebê.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

A fé me fará embalar a minha vitória!




Foi bastante difícil aceitar que não poderia ter filho naturalmente e mais difícil ainda a decisão de fazer uma FIV (fertilização in vitro) sabendo que nem sempre ela cumina na gravidez tão desejada...

Acreditar que Deus estaria comigo em todas as etapas do tratamento e que ele direcionaria as minhas decisões foi o que me motivou a procurar um profissional para conduzir esse tratamento.

Eu tinha consciência que talvez a caminhada fosse um pouco árdua e que pudessem surgir muitos obstáculos no caminho para dificultar ainda mais o meu caminhar, mas não deixei me dominar pelo medo do desconhecido. Eu acreditei desde o primeiro instante que no final da caminhada eu estaria com um bebê saudável em meus braços e assim todo o esforço que tivesse que desprender ao longo dessa minha caminhada valeria a pena.

Passar por duas FIVs e já ter acumulado três negativos em três TECs (transferência de embriões congelados) foi no mínimo muito frustrante. É a materialização de alguns dos piores pesadelos que uma mulher que sonha ardentemente em ser mãe possa vivenciar. O sentimento que fica é a sensação de ter passado por três abortos e ter que viver o luto de seis filhos que se foram por não terem encontrado abrigo em seu ventre...

Mas, surpreendentemente sobrevivi a tudo isso com a minha fé intacta e é essa fé que me fará embalar em meus braços a minha vitória em um futuro bem próximo, porque aquele que me prometeu um filho é fiel para cumprir a sua promessa em mim!

terça-feira, 10 de junho de 2014

A minha confiança reside em Deus! Ele me prometeu um filho e ele me dará!


Do nosso diagnóstico de infertilidade até o início da nossa 1ª FIV (fertilização in vitro) se passaram um pouco mais de três anos, embora desde do diagnóstico tenhamos sido informados que essa era a nossa única possibilidade de tratamento.

Foram muitos os motivos que nos levaram a só fazermos a nossa 1ª FIV depois de todos esses anos. A princípio as chances mínimas de engravidarmos através FIV, posteriormente uma piora considerável em nosso quadro de infertilidade, em seguida a necessidade de fazermos um determinado procedimento antes da FIV e a espera de quase um ano por uma melhora do nosso quadro após esse procedimento... e por fim a dificuldade em marcar uma consulta com a especialista do nosso agrado (foram três meses esperando abrir vaga na agenda dela para o ano seguinte e mais quatro meses de espera entre o dia do agendamento e a consulta propriamente dita).

Mas, em nenhum momento, ao longo de todo esse período, nós deixamos de acreditar que teríamos um filho em nossos braços... Mesmo sabendo da nossa impossibilidade de gerarmos uma criança naturalmente esperávamos ser surpreendidos com um lindo positivo ao final de todos os nossos ciclos de tentativas. Foram aproximadamente 39 ciclos de tentativas entre o diagnóstico e o início da FIV, fora os 12 ciclos de tentativas antes do diagnóstico.

Obviamente o nosso desejo era engravidarmos logo no nosso primeiro ciclo de FIV, de preferência em nossa primeira TEC (transferência de embriões congelados). Mas, sabíamos que talvez o nosso desejo não se realizasse em nossas primeiras tentativas e nos preparamos tanto para um lindo POSITIVO logo na nossa 1ª TEC como para mais alguns negativos em nossas primeiras TECs.

Viver os três negativos das nossas três TECs não foi nada fácil... estamos de luto por essas seis sementinhas que se foram, mas isso também fazia parte do pacote que compramos quando resolvemos fazer uma FIV. Não foi nos dado garantia nenhuma de que nossas FIVs resultaria no filho que tanto sonhamos... O homem não tem poder algum sobre a vida, a vida só acontece e se desenvolve com a permissão de Deus. E por algum motivo que desconhecemos Deus não permitiu que nenhuma dessas nossas seis vidinhas, que foram geradas com a sua permissão, encontrassem abrigo em meu ventre.

Ainda me restam sete outras sementinhas e é por elas que eu vou lutar, mas dessa vez será uma batalha exclusivamente espiritual. Dentro do que é cientificamente comprovado a única coisa que falta ser descartada na tentativa de se evitar novas falhas de implantação são possíveis alterações cromossômicas nos embriões que nos restam. Mas, mesmo que sejam transferidos para o meu útero apenas os embriões que não apresentarem nenhuma dessas alterações eu ainda não tenho garantia alguma de que vou engravidar.

Nessas condições, eu prefiro fazer uso exclusivamente da minha fé. E se tiver que  me agarrar com um anjo uma noite inteira e ter uma das partes do meu corpo ferida, assim como Jacó no vale de Jaboque (Gênesis 32: 22-32), para obter do Senhor a graça de gestar em meu ventre ao menos uma das minhas próximas sementinhas que serão transferidas para o meu ventre, provavelmente no mês de julho, assim o farei na certeza de que Deus é suficientemente poderoso para fazer se implantar e se desenvolver de forma saudável e satisfatória  em meu ventre qualquer uma das minhas sementinhas, mesmo que tenham alguma anormalidade cromossômica. Eu creio e eu terei em meus braços o filho dos meus sonhos porque fiel é aquele que prometeu!

sábado, 7 de junho de 2014

Ainda não há respostas para todas as falhas de implantação...


Apesar dos grandes avanços da ciência em relação a Reprodução Assistida ainda existem muitas falhas de implantação de embriões sem explicação. Nós precisamos aceitar o fato que nem todos os casais que se submetem a FIV (fertilização em vitro), por mais competentes e criteriosos que sejam os infertileutas que conduzem as suas FIVs, vão engravidar nas suas primeiras tentativas.

É normal que após sucessivas falhas de implantação o casal queira muito encontrar uma resposta que justifique o fato de seus embriões não estarem se implantando. Mas, mesmo após uma minuciosa investigação muitos deles continuarão sem nenhuma resposta. 

Há atualmente vários procedimentos que podem aumentar as chances de implantação, mas nenhum deles garantem que a implantação de fato vai acontecer. 

As causas conhecidas que podem está por trás das falhas de implantação podem está relacionadas aos embriões, ao útero-endométrio, a endometriose e a problemas imunológicos. Entretanto, mesmo depois de descartar qualquer problema relacionado a todas essas possíveis causas ainda podem continuar ocorrendo falhas de implantações de causas desconhecidas. E nesses casos, realmente não há muito o que se fazer, exceto se o casal desejar e tiver condições financeiras para tanto, continuar tentando novos ciclos de fertilizações com protocolos cada vez mais individualizados.

Eu não vou aqui descrever a lista de exames que já fiz ou todos os procedimentos que foram adotados para se tentar aumentar as chances dos meus embriões se implantarem em meu útero porque tornaria essa minha publicação ainda mais longa e chata, mas posso assegurar que já foram descartados todo e qualquer problema relacionado ao útero-endométrio, a endometriose e a problemas imunológicos.

O próximo passo seria descartar alterações cromossômicas dos meus embriões que impeçam a implantação. Mas, eu realmente não estou disposta a fazer biópsia em meus embriões e só utilizar nas minhas próximas TECs (transferências de embriões congelados) aqueles que não apresentarem nenhuma alteração. Por questões pessoais, eu vivo quantos mais negativos tiver que viver, mas não descarto nenhum deles.

Quanto a utilização de algumas novas estratégias que possam aumentar a chances de implantação isso já está sendo feito desde a minha primeira transferência. Se vasculharem minhas postagens mais antigas verão que o protocolo utilizado lá na clínica é atualmente o que cientificamente tem apresentado melhores resultados. Eles só transferem embriões congelados em estágio de blastocistos após, no mínimo, dois ciclos da indução e de preferência em ciclo natural. 

Um dado que merece ser enfatizado é que houve um ajuste na dosagem da medicação utilizada em meu 2º ciclo de FIV e que resultou em um número muito maior de embriões (9 blastocistos de excelente qualidade). Eu realmente não vejo o menor motivo para desconfiar que minha médica não esteja conduzindo o procedimento da maneira mais eficiente possível...

domingo, 1 de junho de 2014

A FIV é a nossa única alternativa... a parte dela, contamos com um Deus que ainda opera milagres!


Uma pessoa muito querida, logo após o 1º negativo da minha 1ª FIV (fertilização in vitro) extremamente bem intencionada comentou comigo que havia lido uma entrevista com Ana Paula Padrão, na qual ela falava dos motivos que a fez desistir de continuar tentando ter filhos através de métodos de reprodução humana. Ela me disse que essa leitura em especial a tinha feito pensar muito em mim e talvez fosse interessante eu fazer uma leitura da mesma.

Eu li toda a entrevista sugerida e compreendi todos os motivos que fizeram Ana Paula Padrão desisti do filho do seus sonhos e acredito que essa tomada de decisão certamente deve ter lhe feito muito bem. Em seu caso em particular ela entendeu que aquilo estava de alguma forma afetando o seu casamento e aí o motivo da sua desistência. Segundo ela essas tentativas estavam "criando um ponto permanente de angústia no casal" (Ana Paula Padrão em entrevista a revista TPM).

Mas, ao contrário da experiência de Ana Paula Padrão, os tratamentos de fertilidade tem fortalecido ainda mais o meu relacionamento com o meu esposo. No nosso caso em particular o sonho de um filho é um sonho em comum e sonho que se sonha junto é uma realidade no coração dos que sonham. Até o presente momento não há risco de destruímos "uma coisa boa em benefício de uma coisa que não se sabe se vai acontecer" (Ana Paula Padrão em entrevista a revista TPM). 

Se passaram um pouco mais de três anos entre o diagnóstico da nossa infertilidade e o início da nossa 1ª FIV. E nesse período nós conversamos muito a respeito das nossas reais chances com esse tipo de tratamento e se realmente valeria a pena investimos nosso tempo e dinheiro em algo tão incerto e chegamos a conclusão de que como essa é a nossa única alternativa de tratamento e já que conseguimos através de muito esforço levantar a quantia necessária para arcar com o tratamento não havia motivos para não tentarmos.

A dor do negativo de uma FIV não é mais ou menos dolorosa do que a dor de um negativo de um ciclo de tentativa natural. Quando se sonha com o filho o início de um novo ciclo menstrual é interpretado como mais um aborto daquele filho com quem tanto se sonha... a diferença consiste no fato de que na FIV você cria mais expectativas, investe muito dinheiro, dedica muita parte do seu tempo nas vivência de cada uma de suas etapas, e tem oscilações de humor mais frequentes e intensas devido a carga hormonal das medicações e a própria tensão inerente a um tratamento tão complexo e tão incerto.

Embora para quem esteja de fora pareça meio insano se insisti tanto em algo que aparentemente nunca irá acontecer, depois de muita pesquisa chegamos a conclusão de que não é bem assim... 

As nossas chances de engravidarmos com esse tipo de tratamento são bem maiores que as chances de um casal que não enfrentam problemas de fertilidade engravidarem naturalmente. Enquanto eles tem aproximadamente 18% de chances nós temos 50% e já que esses casais podem levar até 12 ciclos de tentativas para engravidar nós também podemos ter alguns ciclos de tentativas até conseguirmos de fato engravidarmos.

Logo, não há sentido algum acharmos que já está na hora de parar de tentar devido a essas três últimas transferências fracassadas... temos que nos conscientizar que esse é apenas nosso 2º ciclo de tentativa e de que nesse ciclo em especial pela infinita misericórdia do Senhor ainda temos a possibilidade de tentarmos mais quatro outras vezes (ainda restam sete ótimas sementinhas congeladas) e a parte dessas tentativas que nos restam ainda contamos com um Deus que é suficientemente poderoso para operar um milagre em nossas vidas na hora em que ele bem quiser.

Continuaremos então fazendo aquilo que propusemos em nosso coração. Iremos esgotar todas as nossas possibilidades e fazermos tudo aquilo que estiver ao nosso alcance fazer para que esse filho que tanto sonhamos venha para os nossos braços na certeza de que o Senhor ao seu tempo e da maneira que lhe apraz colocará em nossos braços esse filho que aguardamos a cinco anos e três meses...

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Deus escreveu um final muito glorioso para a minha história de infertilidade!


Deus me prometeu um filho, mas não me disse quando e nem de que forma seria... e enquanto me recusava insistentemente a fazer uma FIV (minha única possibilidade de tratamento) ele  colocou no coração do meu esposo o desejo de esgotar todas as as nossas possibilidades, mesmo que ela se restringisse unicamente a uma FIV.

Muitas coisas aconteceram antes de podermos de fato iniciarmos a nossa primeira FIV, mas nós embarcamos nessa juntos e muito bem informados de nossas reais chances com esse tipo de tratamento. 

Deus providenciou o dinheiro e nos direcionou a buscarmos uma profissional séria e bastante experiente e desde então estamos fazendo tudo aquilo que está ao nosso alcance fazer na certeza de que Deus fará o milagre da vida acontecer em meu ventre da maneira que lhe apraz!

Meus dois ciclos de indução foram bem sucedidos, resultaram embriões perfeitos morfologicamente falando e as minhas três TECs foram maravilhosamente bem conduzidas. Todas elas foram em ciclos naturais e em todas elas o meu endométrio aparentemente estava muito bem receptivo (o sonho de qualquer fivete). 


Nessas condições, depois das três falhas de implantação há de se pensar que não foi feita uma investigação criteriosa antes das FIVs e que talvez existam alguns problemas que possam está ocasionando essas falhas de implantação. Mas, de fato não foi o que aconteceu. Houve sim uma investigação bastante criteriosa e que foi decisiva na escolha dessa profissional. 

A profissional escolhida, de forma extremamente criteriosa,  fez tudo o que estava ao seu alcance fazer para evitar essas falhas de implantação. Mas, infelizmente, ou felizmente a reprodução humana não é uma tecnologia infalível. A vida só acontece com a permissão de Deus e somente Deus detém a "tecnologia" infalível de fazer com que essa vida se implante e se desenvolva no ventre de uma mulher.

Por algum motivo que desconheço ainda não chegou o tempo de Deus  cumprir a sua promessa em mim... mas, sinto que ele escreveu um final muito glorioso para essa minha história de infertilidade e possivelmente ela irá inspirar a algumas pessoas a jamais desistirem dos seus sonhos por mais impossíveis que eles pareçam... "Deus não tarda, nem falha, ele chega na hora certa e tudo o que faz ao seu tempo é perfeito!"

quinta-feira, 8 de maio de 2014

O filho dos meus sonhos em um futuro não muito distante...


Em junho de 2013 eu declarava publicamente "Apesar do medo eu vou continuar acreditando..." 

Naquela época eu estava fazendo a minha 1ª FIV (Fertilização in Vitro). Aguardava pelo momento de transferi as minhas primeiras sementinhas daquele ciclo de FIV. E mesmo sem nenhuma garantia de que meu tratamento daria certo eu acreditei de todo o meu coração que a maternidade enfim encontraria abrigo em meu ventre.

Infelizmente, minha fé foi contrariada por duas vezes consecutivas e nenhuma das minhas quatro sementinhas, que foram semeadas nos meses de setembro e de outubro daquele mesmo ano, floresceu em meu ventre.

Então, ainda de luto pelos filhos que meu ventre não abrigou, tive que fazer a escolha por continuar a jornada rumo a maternidade desejada ou abandoná-la de vez. 

O que parecia ser uma escolha bem difícil, afinal de contas foi uma escolha bastante fácil. Meu coração de mãe jamais me permitiria abandonar essa jornada. Enquanto não tiver nos braços esse filho gerado a tantos anos em meu coração e enquanto existir a possibilidade de fazer algo para que esse filho venha para os meus braços eu o farei.

No que depender de mim e da minha fé eu cantarei, num futuro não muito distante, o hino da vitória embalando em meus braços o filho dos meus sonhos!

terça-feira, 29 de abril de 2014

Eu vou seguir com fé... a maternidade me espera!


Em março de 2011 eu já estava decidida a recorrer a técnica de fertilização in vitro (FIV) na tentativa de gestar em meu ventre o filho que tanto sonhava, mas meu coração ainda vivenciava um grande conflito em relação a essa minha decisão.

Nos dois anos seguintes muitas coisas aconteceram e a realização da minha 1ª FIV foi sendo adiada por motivos de força maior e isso favoreceu de algum modo para que meu coração fosse superando aos poucos esse conflito.

Quando finalmente iniciei a minha 1ª FIV (abril de 2013) esse conflito havia dado lugar a certeza de que eu estava caminhando na direção certa e de que esse caminho me conduziria aquilo que tanto desejava o meu coração... finalmente havia aceitado o fato de que a minha infertilidade em particular deveria ser tratada. Deus não iria intervir da maneira milagrosa que eu esperava sem que antes eu percorresse por esse caminho.

Confesso que não tem sido um caminho nada fácil, há momentos em que me faltam forças para continuar trilhando na mesma direção, mas nessas horas acabo sendo carregada nos braços pelo Senhor. Ele tem guiado cada um dos meus passos e muitas vezes ele mesmo tem carregado em seus ombros o fardo pesado dessa minha infertilidade.

Não faço ideia de quantos passos a mais terei de dá até alcançar a maternidade desejada, mas através dos olhos da fé já consigo visualizar um bebezinho logo ali na frente cheio de vida e de energia com um pulmão bem forte para chorar o choro que banhará os meus olhos com lágrimas e fará o meu coração saltitar de alegria!

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