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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Minha punção folicular do 2º ciclo de FIV...


Como mencionei na publicação anterior, fiz ontem a punção dos óvulos. Diferentemente da punção do meu primeiro ciclo de Fertilização in vitro (FIV) na recepção do hospital, onde realizei minha internação, não vi nenhum rosto conhecido, embora soubesse que juntamente comigo subiriam quatro outras mulheres para fazerem o mesmo procedimento com a mesma médica que eu.

Alguns minutos depois o anestesista, assim que chegou ao hospital, se aproximou de mim para fazer algumas perguntas. Foi o primeiro rosto familiar que vi e fiquei bem menos apreensiva do que estava porque ele é um senhor muito tranquilo e passa muita confiança. Sabia que estaria mais uma vez em excelentes mãos.

Instantes depois, a enfermeira lá da clínica também chegou e já subiu para o bloco cirúrgico acompanhada pelas duas primeiras mulheres que fariam a punção folicular naquela manhã. Foi um alívio vê-la chegar, pois sabia que logo mais seria a minha vez de subi também e em breve encerraria a primeira fase desse meu novo ciclo de FIV.

Logo em seguida fui chamada por uma das recepcionistas para assinar alguns papéis da internação. Meu coração acelerou um pouquinho nesse instante, mesmo sabendo o quanto é tranquilo esse procedimento não consegui evitar o friozinho na barriga por saber que em poucos minutos eu estaria sendo anestesiada. 

Não demorou muito e o embriologista me procurou na recepção do hospital para me conduzir juntamente com a outra mulher que faria o mesmo procedimento para a sala de espera do bloco cirúrgico. Nesse instante fui tomada por uma paz muito grande, senti a presença do Senhor ao meu lado e fiquei convicta de que tudo daria certo. 

Na sala de espera minha médica veio ao meu encontro e trocamos algumas palavras antes de trocar a minha roupa por aquela batinha básica de hospital com direito a touquinha e tudo mais... minutos depois a própria médica me conduziu a bloco cirúrgico. Mas, as enfermeiras já estavam preparando a outra paciente que subiu comigo para realizar o procedimento. Então fui orientada pela médica a ficar na sala de recuperação. Lá encontrei as duas primeiras mulheres que realizaram o mesmo procedimento já se recuperando. Uma delas estava totalmente acordada e em poucos minutos recebeu alta. A outra demorou um pouco mais a acordar, mas assim que acordou trocamos algumas figurinhas sobre o processo de FIV. Nossos casos eram bem parecidos, mas aquele estava sendo o seu primeiro ciclo de FIV e ela estava muito receosa que não desse certo. 

Alguns minutos depois eu fui conduzida ao bloco cirúrgico, dessa vez por uma das enfermeiras lá do hospital. Toda a equipe lá da clínica já me aguardavam no local prontos para iniciar o procedimento. O anestesista tratou de me apresentar a toda equipe (embora todos já me conhecessem) ele brincou dizendo que já eu era veterana e que portanto não tinham que ficar me dando muitas explicações e nem ficar receosos de que eu apagasse antes mesmo dele aplicar o sedativo em mim. 

Assim que o sedativo foi aplicado eu apaguei completamente e quando acordei já estava sendo levada  para a sala de recuperação. Cheguei na sala completamente acordada e me sentindo muito bem. A médica passou lá para saber como estava e me dizer que o procedimento foi melhor do que o esperado. Ela havia puncionado muito mais folículos do que haviam sido visualizados na última ultrassom, inclusive do meu ovário esquerdo que durante toda a estimulação se mostrou muito preguiçoso e que a tarde me ligariam lá da clínica para informar com precisão quantos óvulos haviam sido puncionados e quanto deles estavam maduros.

Não demorou muito para que eu recebesse alta e fosse para casa com a receita de alguns medicamentos para tomar nos próximos cinco dias.

A tarde, como o combinado, uma das embriologistas da clínica me ligou para informar que dessa vez foram puncionados 14 óvulos, 12 deles estavam maduros e que já teriam sido fertilizados (o dobro do meu 1º ciclo de FIV). A dosagem maior de gonal surtiu o efeito esperado.

Na quinta feira eles irão me ligar novamente para informar sobre quantos embriões foram concebidos nesse processo e como eles estão se desenvolvendo. Só no sábado saberei exatamente quantos embriões terei para congelar e quantas transferências poderei fazer futuramente...

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Minha punção folicular...


No dia 10 de maio desse ano, acordei mais cedo do que o de costume. Precisava me dirigir ao hospital onde seria realizada a punção dos meus óvulos.

Estava um pouco ansiosa, não sabia ao certo o que me aguardava... quase não falei durante todo o percurso de casa até o hospital. 

Chegando lá fui conduzida até uma anti sala do centro cirúrgico. Lá encontrei alguns rostos familiares, algumas médicas e a enfermeira lá da clínica e mais duas conhecidas que também iriam fazer a punção de óvulos. Nessa manhã foram realizadas quatro punções. Cada uma por uma médica diferente.

Antes de entrar no centro cirúrgico troquei algumas figurinhas com as outras mulheres que fizeram a punção nesse mesmo dia. Duas delas já tinham filhos dos seus primeiros casamentos. Estavam fazendo a FIV (Fertilização in Vitro) para atenderem ao desejo de ser pai de seus atuais esposos. A outra, assim como eu, estava tentando ter o seu primeiro filho(a).

Fui a última a entrar no entro cirúrgico. Minha médica foi a última a chegar, porém era a mais experiente de todas. Ela é referência em Reprodução Assistida no Estado de Pernambuco. 

Entrei no centro cirúrgico bem descontraída. A equipe que me assistiu me passou muita segurança. Após a anestesia eu apaguei literalmente. Quando acordei já estava sendo transferida para o quarto ao lado. Meu sorriso ia de orelha a orelha. Todos notaram e até brincaram dizendo que queriam ser anestesiados também pois desconfiavam que foi acrescentado a minha anestesia uma dose de felicidade!

Minha médica já tinha saído pois tinha que realizar uma transferência de embriões lá na clínica e ninguém sabia me informar quantos óvulos tinham sido puncionados dos meus ovários.

Minutos depois recebi uma ligação lá da clínica. Uma voz do outro lado da linha me informou que minha punção tinha sido realizada com sucesso. Tinham sido puncionados sete óvulos e até o meio dia entrariam em contato novamente comigo para dizer quantos deles estavam maduros e foram fecundados. Nessa hora fiquei um pouco desapontada. Eu tive menos óvulos puncionados que todas as outras e fiquei com muito receio que nenhum deles estivesse maduro.

Entretanto, a enfermeira lá da clínica me garantiu que sete óvulos é um número muito bom. Ela fez menção que quantidade não é qualidade e o que determina  uma FIV bem sucedida não é a quantidade de óvulos puncionados e sim a qualidade desses óvulos. 

O que ela disse não me tranquilizou muito. Eu apenas imaginava o que podia ter dado errado... Por que tão poucos óvulos se todas as outras tiveram mais de 12? A alegria deu lugar ao medo. Não conseguia parar de pensar que talvez nenhum dos poucos óvulos puncionados fossem fertilizados...

Recebi alta meia hora depois do procedimento. Fui até a clínica pegar um atestado para levar ao trabalho e vê se conseguia falar pessoalmente como o embriologista, que por sinal é pioneiro na técnica de Fertilização em vitro aqui no Brasil. 

Ele foi muito gentil comigo, mas não pode me dá nenhuma outra informação além da que eu já tinha, pois meus óvulos e os espermatozoides do meu esposos ainda estavam sendo analisados. Me assegurou que assim que tivesse novas informações alguém lá da clínica me ligaria.

No caminho de casa parei em um shopping. Queria me distrair um pouco na esperança de não pensar muito no assunto. Mas não adiantou muito. Então voltei para minha residência e enquanto subia as escadas, do prédio onde moro, recebi a ligação que aguardava ansiosa...

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