Há aproximadamente duas semanas atrás eu voltei a sonhar que estava amamentando um bebezinho recém nascido. Ele era uma fofurinha só. Pele clarinha como a do pai, olhos puxadinhos como os meus, cabeludinho igualzinho a sua priminha Bia e tão guloso quanto o outro bebê que eu sonhei há uns meses atrás.
O sonho pareceu muito real e eu pudi sentir o calor do seu corpo juntinho ao meu, cada sugada sua no meu seio e até mesmo o leite que escorria quando ele parava um pouquinho de mamar para tomar um pouco de fôlego.
Eu não consigo descrever toda a emoção vivida naquele sonho, que durou apenas um breve instante... minha vontade era que ele tivesse se estendido por toda aquela noite.
Ao despertar daquele sonho tão lindo fui tomada por um turbilhão de sentimentos que realmente não consigo traduzir em palavras. Lamentei pelos embriãozinhos que não encontraram abrigo em meu ventre nas transferências anteriores e sentir uma imensa saudade de ter vivido essa mesma emoção com a minha pequena Sofia que se foi tão prematuramente, mas ao mesmo tempo, sentir um desejo enorme de vivenciar essa emoção com as minhas próximas sementinhas que serão transferidas em breve para dentro de mim.
Embora já tenha sonhado outras vezes inúmeros sonhos semelhantes, ao longo desses quase seis de tentativas frustradas, eu voltei a me encher de esperança de finalmente ter em meus braços o bebezinho dos meus sonhos... não que em algum momento eu tenha perdido essa esperança, mas o fato é que com o tempo e após tantos tratamentos fracassados, há momentos em que esse sonho parece ficar bem mais distante de ser alcançado do que realmente está.
Louvo a Deus por ele está sempre criando situações para reacender no meu coração a esperança de gerar uma outra vida! Esse sonho foi apenas mais uma de suas estratégias de sussurrar ao meu coração que ele está trabalhando em favor do meu sonho e de que, ao seu tempo e do seu modo, me fará embalar em meus braços esse filho que a tanto tempo acalento em meus sonhos...

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