sábado, 26 de outubro de 2013

Desmistificando preconceitos em relação a FIV...


Muitas pessoas ainda tem muitos preconceitos em relação ao tratamento de FIV (Fertilização in Vitro) e esse preconceito geralmente está relacionado a questões religiosas. Há quem acredite que os médicos que se dedicam a pesquisas nesse sentido e aqueles que fazem uso desse procedimento em suas clínicas estão tentando assumir a identidade de um deus que dá vida a outras vidas.

Mas na prática o que acontece nas clínicas de Reprodução Assistida do mundo inteiro está muito distante daquilo que se passa no imaginário dessas pessoas. Por mais que as pesquisas nessa área tenham avançado, e apesar dos números de fertilizações bem sucedidas terem aumentado muito nesses últimos anos, as vidas que são concebidas dentro dos laboratórios dessas clínicas continuam sendo geradas pelo Senhor. É ele quem dirige todo o processo. Os médicos fazem uso apenas das técnicas que podem viabilizar que um casal infértil se torne pais de filhos. Contudo, quem permite que esse casal se torne ou não pai desses filhos (ainda que sejam concebidos em laboratório) é Deus!

Os médicos estudam cada caso de infertilidade individualmente e indicam o(s) tratamento(s) adequado(s). Os casais que recebem indicação e optam por uma FIV são submetidos a procedimentos individualizados, adequados ao seu caso específico de infertilidade. Mas, nenhum deles recebem qualquer garantia de que terão seu problema de infertilidade solucionado, que o tratamento culminará com a sonhada gestação e que essa gestação irá evoluir satisfatoriamente.

Nenhum médico pode dá essa garantia porque ele não tem o controle absoluto de nenhuma das etapas procedimento da FIV. As respostas a cada uma delas é uma verdadeira incógnita, dependem da vontade absoluta ou permissiva de Deus. 

A estimulação ovariana nem sempre resulta em óvulos maduros capazes de serem fecundados. A fecundação dos óvulos maduros com espermatozoides de boa qualidade, até mesmo quando é usada a técnica de super ICSI, nem sempre acontece. Os embriões que resultam desse processo de fecundação nem sempre evoluem o suficiente para serem implantados no útero da mulher que está se submetendo a esse procedimento. Os embriões que são transferidos para o útero dessa mulher, até mesmo quando são blastocistos de melhor qualidade possível, nem sempre se implantam. E até mesmo quando ocorre a implantação desses embriões nem sempre a gestação evolui.

Tudo isso nos permite concluir que o tratamento de infertilidade através da FIV é um procedimento médico como outro qualquer e que as pessoas que recorrem a esse tratamento não devem ser julgadas. Da mesma forma que algumas pessoas são curadas de um câncer por um milagre divino e outras só são curadas após serem submetidas a um tratamento, as pessoas inférteis podem se tornarem pais de filhos através de um milagre ou serem agraciadas pelo Senhor com filhos fazendo uso da FIV. Uma coisa é certa, elas só se tornarão pais se o Senhor permitir que sejam!

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Será mesmo que perdi o foco?


Sinto que perdi o foco. Nos últimos meses minhas publicações tem se voltado muito mais a relatos de procedimentos, consultas e resultados de exames... e não sei até que ponto isso está comprometendo a essência do propósito inicial da criação desse blog.

Sei que tudo está relacionado a minha jornada rumo a maternidade, mas não queria que meu blog se tornasse um diário apenas de registro de acontecimentos. Meu desejo é que ele expresse um pouco a minha essência. Não tenho hábito de falar sobre o que me acontece no dia a dia com riqueza de detalhes, prefiro falar sobre os aprendizados que esses acontecimentos me proporcionaram... e ao escrever desejo que meus sentimentos falem por mim.

Sou muito introspectiva e não me sinto muito a vontade em falar sobre a minha vida pessoal. Mas, aqui nesse espaço, descobri um lado meu que desconhecia... de uns tempos para cá passei a senti necessidade de relatar alguns episódios da minha novela de infertilidade com uma certa riqueza de detalhes na tentativa de fazer com que meus leitores assíduos percebam que a faceta da minha vida que compartilho aqui (vida de tentante) não tem sido nada fácil... continuar crendo contra a esperança é o que me move a continuar lutando em favor do sonho de um dia me tornar mãe. E se não fosse o Senhor eu não teria suportado todas as provações pelas quais tenho sido submetidas ao longo desses quase cinco anos de espera por um filho que insiste em não vir para os meus braços.

Peço no entanto, que não estranhem se vez por outra (ou muitas vezes) continuar trazendo mais alguns relatos de procedimentos, consultas, exames... que estejam relacionados a minha incapacidade momentânea de gerar e abrigar uma vida dentro de mim... talvez esses relatos não comprometam tanto assim a minha própria essência e nem destoem completamente do foco principal desse espaço. Provavelmente eu é que sou muito metódica e tenho uma enorme dificuldade de ampliar a minha visão sobre mim mesma...

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Terceira ultrassom antes da 2ª TEC...


Realizei ontem (22/10/2013) meu terceiro ultrassom antes da próxima TEC (transferência de embriões congelados). 

Na sala do ultrassom fui recebida a princípio por uma outra médica (a terceira desde que iniciei o controle de ovulação para essa nova TEC). Isso já não me causa mais estranheza pois, como mencionei em publicações anteriores, fora a minha médica a clínica conta com uma equipe de sete outras médicas altamente competentes e todas elas, com exceção da minha médica, se reversam nas ultrassons, embora cada uma delas tenham as suas pacientes específicas. Minutos depois, a minha médica entrou na sala para acompanhar de perto o meu ultrassom.

O exame foi um pouquinho mais demorado que os anteriores. Minha médica fez questão de vê de forma mais cautelosa o meu útero e como ele está se comportando nesse ciclo. Graças a Deus tudo está em perfeito funcionamento e portanto minha TEC poderá ser realizada já na próxima semana.

Dessa vez ela não quis entrar em certos detalhes (tamanho de folículo e de endométrio). Apenas me disse que poderia aplicar o ovidrel no dia seguinte, retornar a clínica na sexta feira para confirmar a ovulação e já agendar a TEC para a próxima terça feira (29/10/2013). Mas, ouvir ela comentar com a outra médica que o folículo dominante em meu ovário direito estava medindo 18 mm e meu endométrio estava lindão, isso sugere que ele deve está medindo 1cm ou mais, pois já percebi que elas só usam esse termo (lindão) ao se referirem ao endométrio quando ele ultrapassa 1cm.

Sair da clínica extremamente feliz por saber que logo, logo meus bebezinhos estarão dentro de mim... mas confesso que dessa vez estou um pouquinho mais apreensiva, contudo sei que o Senhor está no controle de tudo e creio que dessa vez a minha história de infertilidade terá um desfecho feliz! 

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...