Relendo publicações anteriores me deparei com uma outra versão de mim mesma. Uma versão muito mais otimista e confiante. Uma pessoa de fé inabalável, que trazia no peito a certeza que havia sido predestinada para ser mãe...
De repente, bateu uma saudade enorme de ser aquela pessoa e de manter acesa a esperança de que em mais dias ou menos dias a maternidade encontrará abrigo em meu ventre...
Essa releitura, dessa minha outra versão, somada a saudade de ser esse outro alguém despertou em mim o desejo de me reinventar mais uma vez... e me reinventando descobri que ainda sou a mesma pessoa. Um pouco mais calejada pela soma dos reincidentes negativos e todos os demais obstáculos que se levantaram, e ainda se levantam, de encontro ao meu desejo de carregar em meu ventre o fruto mais precioso do amor que sinto pelo homem da minha vida.
Essa descoberta me proporcionou um novo fôlego de esperança... ser mãe já não parece tão distante... voltei a acreditar que esse pode ser meu último ciclo de tentativas. Agosto de Deus, posso ainda nesse mês de agosto, contrariando todas as impossibilidades, gestar o(s) filho(s) que tenho acalentado em meus sonhos...
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