sábado, 7 de dezembro de 2013

Gestando um filho em meu coração a quase cinco anos...


A maioria das pessoas descobrem que estão gestando um filho com 5 semanas de gestação ou mais e só então começam a se preparar para receber essa criança em suas vidas... eu comecei a gestar o meu primeiro filho(a) um dia depois de tomar o meu último comprimido de anticoncepcional em fevereiro de 2009.

Foi um dia muito especial, eu sabia que não seria mais a mesma pessoa a parti daquele dia, um filho acabava de ser gerado em meu coração e meus pensamentos se voltavam unicamente para ele. Mal via a hora de ter em minhas mãos a confirmação de que esse filho(a) já estava dentro de mim...

Mas, como todos que acompanham a minha história sabem, um ano depois de esperar por isso descobri que era humanamente impossível gestar uma criança em meu ventre de forma natural e durante os três anos seguintes me foi negada inclusive a possibilidade de tentar ter esse filho(a) através de técnicas de reprodução assistida. Apenas esse ano tive a oportunidade de recorrer a essas técnicas.

A possibilidade de fazer uma fertilização em vitro me deu um novo fôlego de esperança. Tinha 50% de chances reais de finalmente ter em mãos a confirmação de que o bebê que gesto em meus sonhos finalmente estava sendo gestado dentro de mim. 

Infelizmente, nenhum dos quatros bebês, concebidos por meio desse procedimento, que foram transferidos para o meu útero nidaram. Por duas vezes consecutivas ao invés de ter a confirmação da gestação tão esperada tive que amargar outros negativos. 

Contudo, a frustração gerada por esses novos negativos não provocaram o aborto do bebê que gesto em meu coração desde de 2009. Ele continua muito vivo em meus sonhos e pensamentos e no que depender de mim e da minha fé logo, logo ele será gestado também em meu ventre. 2014 está as portas e espero em Deus que ele me traga a confirmação de que meu bebê finalmente encontrou abrigo bem dentro de mim!

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Pronta para um novo recomeço


Não pretendo iniciar um novo ciclo de fertilização antes do mês de janeiro. Isso é um fato. Meu esposo ao contrário gostaria que já tivéssemos iniciado com a estimulação ovariana desde o início desse novo ciclo. Ele acha que não devemos perder tempo. Já que optamos por esse caminho devemos fazer um ciclo após outro de tentativa até conseguirmos o nosso positivo.

Nesse aspecto nós pensamos um pouquinho diferente. Eu realmente preciso de um intervalo de tempo entre um e outro ciclo de tentativa para me recuperar da frustração de um fracasso de um tratamento tão complexo como é o tratamento de fertilização in vitro (FIV).

O tratamento em si não é doloroso e o desconforto é mínimo. Mas, exige de você muita dedicação e comprometimento com os horários de aplicações das injeções, o controle de ovulação através de ultrassons seriadas, as dosagens hormonais feitas ao longo do processo e as demais intervenções que fazem parte do tratamento. Demanda muito tempo do seu dia a dia e acaba interferindo na sua rotina.

Obviamente a gente acaba se adequando a tudo isso, a pior parte do tratamento ao meu vê está relacionada com o seu emocional. Ao longo de todo o tratamento você sofre muitas oscilações de humor e isso trás repercussões nas suas relações interpessoais, no seu trabalho, no seu relacionamento conjugal e familiar e em todas as demais áreas da sua vida.

Graças a Deus eu consegui lidar muito bem com tudo isso. Mesmo que, na mesma época em que estava fazendo o tratamento, tenha enfrentado também problemas sérios de saúde na família (descoberta e tratamento do câncer de colo de útero da minha mãe). A minha convicção de que o Senhor sempre esteve no controle de tudo e de que em todo o tempo ele estava ao meu lado tornou tudo muito mais fácil e menos traumático. Até mesmos os negativos, após toda a expectativa gerada, não me abalaram tanto quanto poderiam ter me abalado.

Apesar disso, eu realmente preciso de mais um tempo para poder recomeçar um novo ciclo de FIV. Mesmo assim, já marquei uma nova consulta com a médica que realizou o meu procedimento. Retorno para ela no dia 12 desse mês para acertar o novo protocolo dessa segunda FIV. Meu coração mais uma vez se enche de esperanças... talvez a minha história de infertilidade tenha um novo desfecho no próximo ano.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Um novo ciclo...


Depois do negativo da segunda TEC (transferência de embriões congelados) fiz um pedido a Deus. Pedi que ele me desse um presente muito especial no meu aniversário. Pedi que fizesse brotar em meu útero seco e sem vida uma sementinha do mais puro e verdadeiro amor. Pelo quinto ano consecutivo solicitei que ele me presenteasse com o bebezinho dos meus sonhos...

Tinha esperanças de que esse ano fosse diferente. Acreditei mais uma vez que de repente o Senhor fosse me surpreender com o presente tão desejado. Mesmo sabendo que é humanamente impossível que esse presente venha até a minhas mãos sem intervenção médica acreditei que ele iria operar o milagre da vida em meu ventre. 

Continuaria acreditando nisso pelo menos até o dia 10 desse mês e seis dias depois, (exatamente no dia do meu aniversário) caso o desejado tivesse acontecido, poderia confirmar até mesmo com um palitinho "xixizado". Duas listrinhas seriam suficientes para saber que o meu pedido foi atendido e ter certeza que meu maior e melhor presente, depois da salvação, estaria  ganhando forma dentro de mim.

Infelizmente, ou felizmente, ontem mesmo soube que mais uma vez não teria o meu pedido atendido. As primeiras gotas de sangue foram o suficiente para saber que ainda não serei presenteada pelo Senhor com o bebezinho que tanto amo e de quem tenho tanta saudades, mesmo que ele nunca tenha se materializado nem mesmo dentro de mim.

Passarei meu aniversário mais uma vez com uma árvore seca e infrutífera, mas sei que ao cheiro das águas meu útero florescerá. Deus dará vida ao meu sonho e os meus braços irão abraçar o (s) filho (s) que tenho ninado em meus pensamentos...

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