sábado, 21 de dezembro de 2013

Mais um aniversário sem filhos...


Estou quase uma semana sem vir aqui dá notícias... o motivo: muito trabalho! Final de ano quem é professor sabe muito bem o tanto de atividades que se tem para fazer...

Na segunda feira (16/12) foi o meu aniversário. Por vontade própria passei o dia trabalhando. Não queria ficar em casa de pernas pro ar, aguardando receber ligações de pessoas que sei que não ligariam.

Pela manhã uma colega muito querida juntamente com seus alunos "invadiram" a minha sala de aula trazendo duas tortas e cantando parabéns para mim. Fiquei muito emocionada, pois foi a primeira vez, desde que estou trabalhando lá nessa escola que alguém se lembra da data do meu aniversário.

Dois dias antes meu esposo me presenteou antecipadamente com um bolsa, um relógio e um óculos lindos de viver!  Ele estava com uma viagem a trabalho para o Rio de Janeiro programada para a data do meu aniversário e preferiu antecipar  os presentes. Mas, graças a Deus antes que pudéssemos comemorar antecipadamente essa data ele recebeu uma ligação adiando a viagem para a terça feira (dia 17/12). 

A comemoração ficou para a segunda feira mesmo. Fomos a noite para um restaurante que gostamos muito. Infelizmente tivemos um enorme aborrecimento e voltamos para casa sem jantarmos. O garçom, muito inexperiente,  solicitou na cozinha apenas a nossa entrada e esqueceu de fazer o pedido do nosso prato principal. Depois de quase meia hora do pedido feito, buscamos saber o motivo da demora do nosso prato... muito sem graça o garçom voltou da cozinha lamentando o ocorrido e pedindo muitas desculpas. As suas desculpas não foram suficientes para continuarmos lá. Pedimos a conta e nos retiramos.

A parte do contratempo, tivemos uma noite muito agradável. Meu aniversário teria sido muito melhor se o Senhor tivesse resolvido me presentear com o filho que tanto sonho... mas, ele sabe todas as coisas e tem um tempo certo para tudo. Tenho fé que no próximo ano irei comemorar essa data com o bebezinho que tanto sonho... se não em meus braços, pelo menos no meu ventre!

domingo, 15 de dezembro de 2013

A promessa de um filho...

No domingo passado (dia 08/12/2013) recebi em minha residência uma corretora de um plano de saúde. Ela veio trazer o contrato do mesmo para que eu assinasse. Nós não nos conhecíamos ainda. Meu esposo é quem tinha acertado tudo com ela.

Trocamos algumas palavras sobre o plano e logo na sequência eu assinei toda  a papelada. Em seguida, ela pediu autorização para fazer uma oração por nós (eu e meu esposo) e durante a oração ela nos disse algumas palavras que nos tocaram profundamente.

Primeiramente nos falou que em breve nos mudaríamos de nosso apartamento e em seguida impôs a sua mão sobre a minha barriga e disse que o Senhor faria algo diferente em meu ventre.

Suas palavras ecoaram como uma confirmação do Senhor de que ele está no controle das nossas vidas e que os nossos projetos e sonhos estão de pé diante dele. Um novo lar e filhos nos aguardam um pouco mais adiante.

Para não restar nenhuma dúvida de que esse algo diferente em meu ventre se trata de um filho, essa mesma mulher proferiu mais algumas palavras enquanto descíamos as escadas juntas. Ela me disse que o Senhor estava plantando uma sementinha em meu ventre e de eu daria testemunho desse grande milagre! Falou ainda que gostaria muito de se encontrar novamente comigo quando eu tivesse esse milagre em meus braços para conhecê-lo pessoalmente. 

Meus olhos marejaram de lágrimas. Já há algum tempo que eu pedia para que o Senhor se pronunciasse a respeito desse filho que tanto desejo. E para não suscitar dúvidas de que era ele que estava falando comigo sobre esse filho ele usou uma pessoa totalmente desconhecida e alheia a toda a minha história de infertilidade.

Eu só tenho mesmo o que agradecer a esse Deus pela maneira tão linda como ele tem tratado comigo ao longo de toda a minha trajetória de infertilidade... só mesmo ele para tornar tudo tão menos árduo do que tem sido! Sem ele eu não conseguiria manter o foco, minha força já teria se esgotado e a minha fé desfalecida estaria! A ele toda honra, louvor e adoração!

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Última consulta do ano...


Estive ontem na clínica na qual fiz a minha fertilização para a minha última consulta do ano. Fui recebida pela médica que fez o meu procedimento. Desde que recebi o negativo da minha primeira TEC (transferência de embriões congelados) em setembro desse ano que ela vem me dando uma atenção toda especial.

Ela é uma excelente profissional e por isso mesmo é bastante procurada. Para garantir que todas as suas pacientes sejam bem assistidas ao longo de todo o tratamento ela conta com uma equipe de outras sete médicas que realizam as ultrassons, dão as orientações necessárias e realizam as consultas que antecedem a dela. Tudo é registrado cuidadosamente no prontuário virtual de cada paciente para que ela possa antecipadamente estudar cada caso isoladamente e determinar o protocolo que será usado com cada uma.

Tivemos pouco contato até a minha primeira TEC. As outras médicas é quem me esclareceram sobre o procedimento, tiraram todas as minhas dúvidas e me orientaram a respeito de tudo que deveria ser feito antes durante e depois de cada etapa da fertilização. Trocamos algumas poucas palavras apenas na minha primeira consulta lá na clínica , durante uma ultrassom que ela mesma realizou em mim antes do inicio da minha estimulação ovariana, na última ultrassom antes da punção folicular quando ela rapidamente deu uma olhada na quantidade e no tamanho dos folículos que foram produzidos em meus ovários, no dia da punção e no dia da 1ª TEC.

Depois do negativo da 1ª TEC, todas as minhas consultas passaram a ser realizadas pessoalmente por ela. As outras médicas apenas realizam as minhas ultrassons, mesmo assim, sempre que está na clínica, passa na sala de ultrassom para dá uma olhada em como meu corpo (mais precisamente o meu útero) vem se comportando.

Ela tem demonstrado muito interesse em que eu seja mais um caso de sucesso em sua clínica. Dá para perceber que ela está realmente empenhada em fazer com que tudo dê certo. 

Hoje ficou definido que eu iniciarei a minha estimulação ovariana no terceiro dia do meu próximo ciclo (provavelmente início de janeiro). E não posso negar que mais uma vez estou com o coração muito esperançoso, sinto que dessa vez será para valer! Pela fé eu vejo os bebês que forem concebidos dessa  vez  encontrando abrigo em meu ventre e eu cantado o hino da vitória!

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Apesar de tudo 2013 foi um ano bom!


Nesses últimos dias tenho refletido bastante sobre tudo o que me aconteceu nesse ano de 2013,  até comentei com algumas colegas do trabalho que esse ano foi um ano muito difícil para mim. Mas pensando bem, apesar de difícil, foi um ano bom. Mesmo não alcançando as metas traçadas para esse ano, tive um saldo bem positivo.

Tive a oportunidade de finalmente recorrer a um tratamento na tentativa de ser mãe e mesmo que o resultado não tenha sido o esperado pelo menos eu tentei e já não terei mais que carregar o fardo do "e se eu tivesse tentado..." 

Pude acompanhar a minha mãe durante todo o seu tratamento contra o câncer e para glória de Deus ela esteve muito animada e confiante durante todo o tempo e ao final tivemos a grata satisfação de vê a doença entrar em remissão. 

A transferência do meu esposo para um outro Estado foi revogada e eu não terei mais que pedi licença sem vencimento do meu cargo e poderei fazer um novo procedimento de Fertilização em Vitro. 

Meu esposo concluiu o seu curso superior, passou em dois outros concursos públicos e foi selecionado para um mestrado na Universidade Federal de Pernambuco.

Diante de tantas coisas boas eu tenho muito o que agradecer e louvar ao Senhor. Apesar da enorme tempestade que sobreveio sobre a minha vida ele não permitiu que o meu barco naufragasse, com as suas próprias mãos ele conduziu o leme da minha embarcação e não permitiu que ficasse a deriva em alto mar.

No ano que vem certamente ele fará coisas ainda maiores e melhores!

sábado, 7 de dezembro de 2013

Gestando um filho em meu coração a quase cinco anos...


A maioria das pessoas descobrem que estão gestando um filho com 5 semanas de gestação ou mais e só então começam a se preparar para receber essa criança em suas vidas... eu comecei a gestar o meu primeiro filho(a) um dia depois de tomar o meu último comprimido de anticoncepcional em fevereiro de 2009.

Foi um dia muito especial, eu sabia que não seria mais a mesma pessoa a parti daquele dia, um filho acabava de ser gerado em meu coração e meus pensamentos se voltavam unicamente para ele. Mal via a hora de ter em minhas mãos a confirmação de que esse filho(a) já estava dentro de mim...

Mas, como todos que acompanham a minha história sabem, um ano depois de esperar por isso descobri que era humanamente impossível gestar uma criança em meu ventre de forma natural e durante os três anos seguintes me foi negada inclusive a possibilidade de tentar ter esse filho(a) através de técnicas de reprodução assistida. Apenas esse ano tive a oportunidade de recorrer a essas técnicas.

A possibilidade de fazer uma fertilização em vitro me deu um novo fôlego de esperança. Tinha 50% de chances reais de finalmente ter em mãos a confirmação de que o bebê que gesto em meus sonhos finalmente estava sendo gestado dentro de mim. 

Infelizmente, nenhum dos quatros bebês, concebidos por meio desse procedimento, que foram transferidos para o meu útero nidaram. Por duas vezes consecutivas ao invés de ter a confirmação da gestação tão esperada tive que amargar outros negativos. 

Contudo, a frustração gerada por esses novos negativos não provocaram o aborto do bebê que gesto em meu coração desde de 2009. Ele continua muito vivo em meus sonhos e pensamentos e no que depender de mim e da minha fé logo, logo ele será gestado também em meu ventre. 2014 está as portas e espero em Deus que ele me traga a confirmação de que meu bebê finalmente encontrou abrigo bem dentro de mim!

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Pronta para um novo recomeço


Não pretendo iniciar um novo ciclo de fertilização antes do mês de janeiro. Isso é um fato. Meu esposo ao contrário gostaria que já tivéssemos iniciado com a estimulação ovariana desde o início desse novo ciclo. Ele acha que não devemos perder tempo. Já que optamos por esse caminho devemos fazer um ciclo após outro de tentativa até conseguirmos o nosso positivo.

Nesse aspecto nós pensamos um pouquinho diferente. Eu realmente preciso de um intervalo de tempo entre um e outro ciclo de tentativa para me recuperar da frustração de um fracasso de um tratamento tão complexo como é o tratamento de fertilização in vitro (FIV).

O tratamento em si não é doloroso e o desconforto é mínimo. Mas, exige de você muita dedicação e comprometimento com os horários de aplicações das injeções, o controle de ovulação através de ultrassons seriadas, as dosagens hormonais feitas ao longo do processo e as demais intervenções que fazem parte do tratamento. Demanda muito tempo do seu dia a dia e acaba interferindo na sua rotina.

Obviamente a gente acaba se adequando a tudo isso, a pior parte do tratamento ao meu vê está relacionada com o seu emocional. Ao longo de todo o tratamento você sofre muitas oscilações de humor e isso trás repercussões nas suas relações interpessoais, no seu trabalho, no seu relacionamento conjugal e familiar e em todas as demais áreas da sua vida.

Graças a Deus eu consegui lidar muito bem com tudo isso. Mesmo que, na mesma época em que estava fazendo o tratamento, tenha enfrentado também problemas sérios de saúde na família (descoberta e tratamento do câncer de colo de útero da minha mãe). A minha convicção de que o Senhor sempre esteve no controle de tudo e de que em todo o tempo ele estava ao meu lado tornou tudo muito mais fácil e menos traumático. Até mesmos os negativos, após toda a expectativa gerada, não me abalaram tanto quanto poderiam ter me abalado.

Apesar disso, eu realmente preciso de mais um tempo para poder recomeçar um novo ciclo de FIV. Mesmo assim, já marquei uma nova consulta com a médica que realizou o meu procedimento. Retorno para ela no dia 12 desse mês para acertar o novo protocolo dessa segunda FIV. Meu coração mais uma vez se enche de esperanças... talvez a minha história de infertilidade tenha um novo desfecho no próximo ano.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Um novo ciclo...


Depois do negativo da segunda TEC (transferência de embriões congelados) fiz um pedido a Deus. Pedi que ele me desse um presente muito especial no meu aniversário. Pedi que fizesse brotar em meu útero seco e sem vida uma sementinha do mais puro e verdadeiro amor. Pelo quinto ano consecutivo solicitei que ele me presenteasse com o bebezinho dos meus sonhos...

Tinha esperanças de que esse ano fosse diferente. Acreditei mais uma vez que de repente o Senhor fosse me surpreender com o presente tão desejado. Mesmo sabendo que é humanamente impossível que esse presente venha até a minhas mãos sem intervenção médica acreditei que ele iria operar o milagre da vida em meu ventre. 

Continuaria acreditando nisso pelo menos até o dia 10 desse mês e seis dias depois, (exatamente no dia do meu aniversário) caso o desejado tivesse acontecido, poderia confirmar até mesmo com um palitinho "xixizado". Duas listrinhas seriam suficientes para saber que o meu pedido foi atendido e ter certeza que meu maior e melhor presente, depois da salvação, estaria  ganhando forma dentro de mim.

Infelizmente, ou felizmente, ontem mesmo soube que mais uma vez não teria o meu pedido atendido. As primeiras gotas de sangue foram o suficiente para saber que ainda não serei presenteada pelo Senhor com o bebezinho que tanto amo e de quem tenho tanta saudades, mesmo que ele nunca tenha se materializado nem mesmo dentro de mim.

Passarei meu aniversário mais uma vez com uma árvore seca e infrutífera, mas sei que ao cheiro das águas meu útero florescerá. Deus dará vida ao meu sonho e os meus braços irão abraçar o (s) filho (s) que tenho ninado em meus pensamentos...

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Me preparando para uma nova Fertilização em Vitro...


Já estou com a receita das medicações que irei utilizar no meu segundo ciclo de fertilização. Pretendo comprá-las já no próximo mês. Só para assegurar que vou mesmo iniciar esse novo ciclo no mês de janeiro.

Não posso cruzar os braços e vê o tempo passar e as minhas chances diminuírem mais ainda... continuo crendo em um milagre e sei que até lá posso até já está com um bebezinho dentro de mim, mas não pretendo me acomodar. Farei tudo o que estiver ao meu alcance para ter em meus braços os bebês que desejo a tanto anos... 

Enquanto tiver alguma chance de engravidar através de uma fertilização em vitro e consegui custear esse tipo de tratamento eu me submeterei a novas picadinhas de agulhas, ao constrangimento de ultrassons seriadas, a punção de óvulos em centro cirúrgico, as tensões geradas por esse tipo de tratamento... e até mesmo as oscilações de humor decorrentes das doses cavalares de hormônios administradas.

Estou certa que mais adiante olharei para trás e constatarei que valeu muito a pena passar por tudo isso... A alegria de embalar em meus braços o (s) filho (s) que embalo em meus sonhos me fará lembrar que em todo o tempo  Deus esteve do meu lado, não permitiu que minhas forças se esgotassem e tornou possível a realização de um lindo e doce sonho.

Eu creio e verei o meu sonho realizado por Deus!

domingo, 24 de novembro de 2013

Minha força vem de Deus e ele fará meu ventre florescer!


Ontem (22/11/2013) uma colega me perguntou se eu tinha certeza de que não estava grávida, pois nunca tinha visto minha barriga tão saliente. 

Bom, eu tenho espelho em casa, sei que minha barriga está grande e estou muito desconfortável com o tamanho que ela está. Sei que ela não fez por mal, mas o seu comentário me deixou ainda mais desconfortável do que já estou com o tamanho da minha barriga.

Não foi o fato dela notar as gordurinhas acumuladas em meu abdome, mas o fato de ter que responder o seu questionamento diante de um grupo de pessoas que torceram para que meu tratamento desse certo e que optaram por não tocar mais no assunto desde que souberam do meu negativo. Dizer diante de todos "Eu tenho certeza absoluta de que não estou grávida... na realidade já estou até ovulando novamente." foi bem difícil, mas surpreendentemente, foi dito de forma muito espontânea e sem passar uma impressão de fracasso.

A naturalidade com que disse essas palavras, apesar da perda de mais outros dois bebês, me fez perceber que sou bem mais forte do que imaginei que fosse e isso me reportou a um versículo da bíblia que diz "Porque quando estou fraco então sou forte." (2 Coríntios 12: 10d).

Obviamente o apóstolo Paulo ao escrever essas palavras se referia a força proveniente do Senhor em defesa do evangelho, quando por amor de Cristo somos injuriados, e perseguidos. Mas, tomo posse dessa palavra em todas outras áreas da minha vida... sempre que sinto as minhas forças se esgotando me recordo desse versículo e sei que o Senhor é poderoso para converter a minha fraqueza em força e consigo ouvir a sua voz suave sussurrar ao meu coração "A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza."( 2 Coríntiios 12:9b).

Um pouco antes de receber o resultado do beta HCG achei que ficaria muito fragilizada caso recebesse mais um negativo ao ponto de não consegui olhar as colegas do trabalho nos olhos e falar com elas sobre o fracasso da transferência dos meus últimos embriões. Mas, apesar da dor voltei para o trabalho de cabeça erguida na certeza de que o Senhor não atendeu o meu clamor porque ainda não era chegada a minha hora. 

Mesmo sem compreender os seus desígnios eu sei que ele sempre fará o melhor por mim! Quando chegar o momento certo ele dará vida ao meu sonho de ser mãe e em meu ventre finalmente florescerá o (s) bebê (s) que meu coração tem cultivado com tanto amor ao longo de todos esses anos...

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Encerrando o capítulo do meu primeiro ciclo de FIV...


Estive ontem (20/11/2013) na clínica para um último ultrassom desse meu primeiro ciclo de Fertilização in Vitro (FIV). Pude constatar que nem existem mais vestígios de que meu ventre abrigou, ainda que por pouco tempo, dois outros bebês.

Mas, voltei de lá me sentindo melhor. Meu útero e os meus ovários continuam em perfeito funcionamento e minha reserva ovariana ainda é boa. No 9º dia do ciclo, após uma transferência de embriões congelados (TEC) fracassada, em meu ovário direito já pode ser notada a presença de um folículo dominante de 13 mm e meu endométrio já apresenta aspecto trilaminar e  está medindo 0,8 cm.

Obviamente, ainda continuo de luto pelos bebês que não vingaram, mas estou mais aliviada por saber que não surgiram novos problemas que pudessem dificultar ainda mais o meu próximo ciclo de FIV. Eu ainda tenho esperança de engravidar naturalmente, eu sei que o Senhor tem o poder de operar esse milagre em mim, e até estou orando para que seja ainda nesse ciclo. Seria o melhor presente de aniversário que poderia receber...

Contudo, já estou me preparando para uma nova FIV caso isso não aconteça. Até conversei com a médica a esse respeito. Só não pretendo iniciá-la nesse ano, pois desde o mês de janeiro que estou nessa correria de consultas, exames e tratamento e faltando um pouco mais de um mês para o término do ano quero me dar o direito de me sentir uma pessoa normal. Se até o mês de janeiro eu não engravidar naturalmente dou início ao meu 2º ciclo de FIV e sei que poderei contar mais uma vez com o apoio de vocês que torceram e oraram por mim! 

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Pensando nos meus bebês...


Tenho pensado muito nos meus "bebês" nesses últimos dias, não apenas nos quatro que estiveram dentro de mim, ainda que por um curto espaço de tempo, mas também nos outros dois que pararam de evoluir com 3 e 4 dias respectivamente. 

Fico imaginando como eles seriam caso tivessem se implantado no meu útero e a gravidez tivesse evoluído de forma satisfatória... vez por outra me pego imaginando quantos deles eram meninos e quantos eram meninas, quais deles se pareciam comigo e quais se pareciam com o pai e se de repente todos eles eram uma mistura minha e do pai, também imagino qual cor dos seus olhos, dos seus seus cabelos da sua pele e muitas outras "coisas" semelhantes.

Mesmo que visualmente eles fossem apenas aglomerados de células eles já carregavam em si mesmos todas as informações genéticas que determinavam quais seriam as suas características físicas e o conhecimento dessa informação faz com que eu pense ainda mais nesse assunto.

Entendo que eles se foram e que isso não tem mais volta. Já aceitei esse fato e estou pronta para tentar mais uma vez. Mas, não posso negar o quanto amei e desejei que esses "bebezinhos" tivessem uma vida plena e feliz ao nosso lado ( meu e do pai). 

Mesmo sabendo que não poderia criar muitas expectativas em relação aos seis fiquei muito feliz com a notícia que seis, dos sete óvulos que tinham sido puncionados dos meus ovários, estavam maduros e foram fecundados, pois depois de uma espera de quase cinco anos eu finalmente era mãe de seis projetos de gente. 

Obviamente tinha consciência que talvez eu jamais chegasse abraçar qualquer um deles e me preparei psicologicamente caso isso se concretizasse, mas meu coração os amou no instante em que soube da existência deles e por isso ainda está de luto pela partida de cada um deles. Mas espero em um futuro não muito distante ser mãe por inteiro, não de apenas projetos de gente, mas de gente que possa ser abraçada, acalentada e embalada pelos meus braços que no momento ainda continuam vazios...

sábado, 16 de novembro de 2013

Nada e nem ninguém me fará desistir do meu meu sonho...


A dor da infertilidade é uma dor que poucos conhecem e que muitos fazem pouco caso. Não é física, porém maltrata muito mais do à dor mais doída que o corpo possa sentir. Ela trás consigo sentimentos de inferioridade, incapacidade, não merecimento, culpa... e provoca marcas na alma que ninguém além de você mesmo consegue enxergar.

Contudo, me recuso a deixar que ela me impeça de viver e de ser feliz! Não posso negar que me entristeço, sofro e choro sempre que se inicia um novo ciclo de tentativas, mas no dia seguinte enxugo as minha lágrimas, me recomponho e prossigo a minha vida com as esperanças renovadas, crendo que talvez nesse novo ciclo eu possa finalmente ser abençoada com a dádiva da maternidade!

Sei que humanamente falando é impossível que eu engravide de forma natural, como acontece com a maioria das mulheres. Mesmo assim, me permito sonhar e acreditar com esse impossível, pois quem me formou no ventre materno da minha mãe, tem o poder de fazer uma vida germinar em meu ventre!


No próximo mês estarei fazendo 32 anos e sei que meu relógio biológico em breve começará também a trabalhar contra esse meu sonho. Mas, não permitirei que esse fato me leve ao desespero de ter que ter um filho a tudo custo, pois sei que tudo só acontece no tempo de Deus e sei que tudo ao seu tempo é perfeito! 


Admito que essa espera e tudo o que tenho vivido em decorrência da minha infertilidade tem me maltratado bastante ao ponto de, em determinados momentos, eu mesma me compadecer do meu próprio sofrimento. Contudo, mantenho viva a e esperança de um dia, não muito distante, vê o meu ventre ser abraçado pela maternidade e enquanto mantiver viva essa esperança em meu peito não deixarei que nada e nem ninguém me impeça de continuar tentando...


Faço minhas as palavras contidas no louvor "Você vai gerar vitória".


"Eu não vou deixar de insistir, porque eu sei que vai cumprir
A Tua Palavra é Fiel e não volta atrás
A minha Esperança está em Ti, 

eu sei que o Senhor vai me dar 
o que eu quero e até muito mais..."




quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Apesar dos apesares ainda continuo sonhando...


Voltei a trabalhar dois dias depois do negativo. Pude usufruir dos 15 dias de licença médica após a transferência dos meus embriões porque tenho um emprego público. A princípio não pretendia fazer uso do atestado médico de 15 dias, pretendia ficar apenas dois dias em casa e voltar a trabalhar no terceiro dia. Mas, meu esposo fez questão que ficasse em casa "repousando" até fazer o Beta HCG. 

Por um lado foi bom, pois não passei esses dias de espera criando falsas expectativas nas pessoas com as quais trabalho. Mas, por outro lado a ociosidade só gerou mais ansiedade.

Tentei me ocupar o máximo que pude, fazendo o que dava pra fazer com alguns programas no meu PC e navegando algumas horas a mais na internet. Fiz alguns vídeos, editei algumas fotografias, escrevi alguns textos, fiz algumas pesquisas sobre alguns assuntos que me interessavam... e evitei ao máximo me apegar a sintomas que sugerissem gravidez.

Até que dessa vez a espera até o beta não foi tão demorada, mesmo tendo que esperar um dia a mais do que na primeira TEC (13 dias ao invés de 12). Talvez pelo fato de não está tão confiante quanto na primeira vez inconscientemente eu não queria que chegasse a data de fazer o beta, pois temia ter em mãos o mesmo resultado negativo. Relutei internamente até o último minuto para não fazer o beta, pois não queria acordar do sonho lindo que estava vivendo... enquanto não tivesse um exame atestando que meus bebês não haviam se implantado poderia continuar imaginando que eles estavam se desenvolvendo satisfatoriamente dentro de mim e que em mais alguns meses eu estaria com eles em meus braços.

Entretanto, mais uma vez, minha felicidade durou pouco. O negativo na segunda feira (11/11/2013) me tirou pela segunda vez a alegria de finalmente ser mãe, pois mesmo que todos me digam ao contrário eu fui mãe duas vezes. Em pouco mais de um mês eu tive dentro de mim quatro bebezinhos que amei desde o momento em que foram concebidos, mesmo que tenha sido concebidos em um laboratório.

Meu luto será eterno, mas minha fé não me permite deixar de sonhar com um dia finalmente ter em meus braços um bebê que eu possa acalentar! Em um futuro não muito distante (espero) terei novamente dentro de mim mais alguns bebezinhos e creio que dessa vez não serão por apenas 12 ou 13 dias... com a graça de Deus dessa vez eles se aninharão em meu útero e só saíram de lá quando estiverem prontos para virem para os meus braços! Eu creio e verei meus sonho realizado por Deus!

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Como estou me sentindo...


Minha vontade era vir hoje aqui relatar a alegria sentida com o POSITIVO tão aguardado... mas, por algum motivo que desconheço Deus não quis que fosse assim. Ao invés de falar do POSITIVO e da alegria de finalmente saber que pelo menos uma vidinha encontrou abrigo em meu ventre, falarei mais uma vez sobre a triste insatisfação de receber um Beta HCG quantitativo completamente zerado.

Desde a sexta feira que estava pressentindo que isso iria acontecer e por isso me silenciei nesse espaço nesse final de semana. Não queria passar para vocês a impressão de que deixei de acreditar que o Senhor poderia finalmente ter operado o milagre da vida em meu ventre... pois sabia que ele ainda poderia reverter o quadro.

Da sexta feira até ontem pela manhã, antes da coleta de sangue, minha oração era uma só: "Senhor sopre o fôlego da vida nos meus bebês e não permita que o meu corpo os expulse de dentro de mim!"

Estava com uma sensação esquisita que eles já não tinha mais vida, mas sabia que bastava apenas uma palavra do Senhor para que o quadro fosse revertido. Da mesma forma que ele gritou para Lázaro "Sai para fora" e, mesmo já estando morto a quatro dias, Lázaro atendeu ao seu chamado e saiu do sepulcro com vida... ele poderia falar aos bebês tornem a ter vida! E eles voltariam a viver! Essa era a minha esperança e foi nisso em que eu me apoiei durante todo o final de semana.

Infelizmente, Deus não atendeu o meu clamor e mais uma vez estou de luto pela perda de mais dois filhos. Meu coração ainda está em soluços e minha alma está abatida, mas sei que o Senhor irá passar o bálsamo em meu coração e irá dissipar essa tristeza.

O sonho de ser mãe ainda não morreu e enquanto ele estiver vivo em meu coração ressurgirei novamente das cinzas de mais uma tentativa de gravidez frustrada para tentar mais uma vez acreditando que dessa vez dará certo! Eu creio e sei que um dia eu terei em meus braços um filho para embalar! 

PS: Muito obrigada a todos que sonharam comigo durante esses últimos 13 dias... que o Senhor os recompense atendendo os desejos mais ocultos de seus corações!

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

NEGATIVO... de novo.


Me sentir grávida por 13 dias e foi muito bom a sensação de carregar dois bebezinhos dentro de mim pela segunda vez... Mas, infelizmente o sonho acabou! Fiz hoje o Beta HCG quantitativo e mais uma vez o hormônio HCG não foi detectado em meu sangue. Agradeço a todos que oraram e torceram por mim! Amanhã eu volto para escrever com detalhes sobre essa capítulo da minha história de infertilidade.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Uma nova cartinha para os bebezinhos que estão dentro de mim...


Recife, 07 de novembro de 2013

Meus amores,

Mamãe está em dívida com vocês... fazem oitos dias que vocês estão aqui dentro de mim e ainda não tinha expressado, através de mais uma cartinha, a felicidade que senti no dia em que  foram cuidadosamente transferidos para o meu ventre.

Vocês não imaginam a emoção que mamãe sentiu quando os viu pela primeira vez naquele monitor lá da clínica onde foram concebidos. No instante em que os vi, o meu coração saltitou de alegria, vocês estavam bem, tinha sobrevivido ao descongelamento e em poucos instantes estariam dentro de mim... foi um momento muito lindo, muito mágico. Impossível de ser descrito com palavras. Ele estará  para sempre eternizado em meu coração! 

Não importa se vocês não tinham ainda uma forma definida e se visualmente pareciam apenas aglomerados de células envoltos por uma membrana. Para mim vocês eram os seres mais perfeitos de todo o universo! Impressionantemente carregavam dentro de si mesmos o meu  DNA e o DNA do papai e vocês e já tinham todas as suas características físicas geneticamente determinadas.

Mas lindo e mais emocionante do que vê-los naquele monitor foi o momento em que os vi sendo transferidos para o meu útero. Eram apenas dois pontinhos de luz dentro de um cateter fininho, mas para mim era  a materialização de um sonho, o sonho de ser mãe! Naquele exato momento nascia mais uma vez, naquela mesma sala e mesa uma mãe cheia de esperança de quem sabe dessa vez, finalmente vim a ter duas crianças em seus braços que a tanto tempo desejam embalar um filho...

Não sei ao certo se vocês já nidaram onde tinham que nidar, mas tenho esperança de que dessa vez tudo tenha dado certo! Meu coração anseia por um milagre... ele deseja ardentemente que o Senhor com as suas mãos poderosas os tenha feito germinar em meu ventre. Um ventre sofrido pelas inúmeras descamações de um sonho que persiste ao longo de quase cinco anos e que mesmo assim insiste em se preparar todos os meses para acolher um filho(a) que foi gerado primeiramente em um coração repleto de amor...

Com amor Mamãe

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Indecisão em relação a data da realização do Beta HCG...

No próximo domingo estarei no 12º dia após a transferência dos meus bebezinhos. Teoricamente seria o dia de fazer o Beta e confirmar que o Senhor fez com que eles grudassem direitinho em meu forninho. Mas, no domingo não tem nenhum laboratório aberto, logo a data que consta na minha requisição para realização do beta quantitativo é a da segunda feira (dia 11/11). 

Pensei em antecipar, fazer o beta no sábado (dia 11 após TEC), até acho que já daria pra confirmar, mesmo porque muita clínicas solicitam que o Beta seja feito no 10º dia após a transferência. Mas ainda não sei ao certo se de devo ou não antecipar...

Confesso que estou bastante inclinada a fazer o exame no sábado, não tanto pela ansiedade em si. O motivo maior de querer antecipá-lo é que na segunda feira eu realmente não tenho como fazer o exame. Minha mãe estará aqui para fazer revisão e claro que eu estarei acompanhando ela.

Quem acompanha a minha história sabe que no dia em que eu inicie a estimulação ovariana para a minha FIV (fertilização in vitro) recebi a notícia que ela estava com um câncer no colo do útero. Graças a Deus quando fiz a minha primeira TEC faziam exatamente dois dias que ela tinha encerrado o seu tratamento e para a glória de Deus uma semana antes dessa minha 2ª TEC, em uma revisão de rotina, o oncologista clínico que a acompanha, nos deu a notícia que o tumor havia sumido completamente. 

Temos motivo de sobra para comemorarmos por essa vitória tão grande! Mas, não podemos descuidar, o tratamento fez com que a doença entrasse em remição, a cura mesmo só será atestada depois de cinco anos de acompanhamento sem que ela retorne. Pela fé eu sei que ela já está curada! Mesmo assim, pretendo acompanhá-la, assim como fiz durante todo o tratamento, em todas as suas consultas de revisões. Segunda feira é uma delas! Ela irá realizar um novo preventivo.

Conheço bem o hospital e sei o quanto tudo lá é demorado. Segunda será um dia muito longo... temos hora para chegar, mas não temos hora para sair e quando sair de lá certamente estarei esgotada. Caso não antecipe o beta para o sábado o mais provável é que realize ele na terça feira. 

De qualquer forma, fazendo no sábado ou na terça feira espero em Deus que dessa vez a sua vontade coincida com a minha e que eu possa finalmente comemorar um lindo POSITIVO!

Enquanto essa data não chega esse tem sido o meu clamor...




segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Mais um resumo da nossa história de infertilidade...


Um dia disse a mim mesma estou pronta... Quero ser mãe! Comuniquei ao marido a minha decisão e ele ficou muito animado pois já se sentia pronto para ser pai alguns anos antes. Só não fazíamos a menor ideia do caminho que teríamos que trilhar. Começamos a fazer planos e imaginamos que logo, logo teríamos um bebê dentro de mim!

Mas, a medida que os meses foram passando, sem que esse bebê tão desejado finalmente estivesse dentro de mim, percebemos que talvez tivéssemos que esperar por ele um pouco mais do que imaginamos...

Um  ano depois de tentativas frustradas de termos esse filho(a), já tão amado(a), descobrimos que era humanamente impossível gestarmos ele de forma natural. Por algum motivo que desconhecíamos estávamos "condenados" (pelos médicos que nos deram o diagnóstico) a uma vida sem filhos. Havia muito pouco o que se pudesse ser feito para reverter esse quadro. 

Contudo, não nos desesperamos. Entregamos nas mãos do Senhor aquele diagnóstico e acreditamos que ele poderia dá um desdobramento diferente a nossa história de infertilidade. Nele descansamos e ficamos esperando por um milagre...

No ano seguinte sentimos a direção de Deus de procurar outros médicos, fazer novos exames e de repente ter um diagnóstico mais animador e assim o fizemos. Os novos exames revelaram o que nós já sabíamos, mas os novos médicos nos aconselharam a partir para uma FIV (Fertilização in Vitro), as chances ainda eram mínimas, mas era a nossa única alternativa.

Enquanto nos preparávamos psicologicamente para realizar uma FIV e esperávamos pelo deferimento de uma ajuda financeira para custear o tratamento, realizamos mais alguns exames e esses novos exames revelaram um quadro bem pior do que o anterior. Se quiséssemos mesmo fazer uma FIV com alguma chance de sucesso teríamos que realizar antes um determinado procedimento. 

Realizamos o procedimento sugerido e tivemos que aguardar mais um ano, até sermos liberado para uma FIV. Quando finalmente fomos liberados a dificuldade foi consegui agendar uma consulta com a médica da nossa confiança. Foram ao todo sete meses de espera entre a liberação (agosto de 2013) e a primeira consulta com ela (março de 2013). 

No dia 30 de abril desse ano(2013) iniciamos a nossa 1ª FIV (na barrinha lateral consta os links de todas as publicações que narram essa etapa da nossa história de infertilidade). Aqueles que acompanham a nossa história sabem que no momento estamos aguardando o resultado da transferência dos últimos embriões, resultantes dessa FIV. Com a graça de Deus esperamos finalmente encerrarmos esse capítulo de infertilidade na história de nós dois!

sábado, 2 de novembro de 2013

Um presente...


Tinha acabado de escrever uma outra publicação. Era um resumo da minha história de infertilidade, mas acabei de receber de presente um vídeo que traduz bem como mim sinto e então resolvi compartilhar com vocês. (A outra publicação ficará para um outro momento).


Que o refrão desse louvor seja uma constante em minha vida e que a minha infertilidade jamais me impeça de acreditar que o Senhor fará o impossível acontecer bem dentro de mim!

E se você está vivendo o mesmo drama que eu cante comigo assim...


"Quando eu chorar, vou me lembrar


Que até aqui, Tua mão me sustentou


Digo: a minha alma espera em Deus


Pois ainda O louvarei, eu O louvarei"




sexta-feira, 1 de novembro de 2013

A minha esperança está depositada no Senhor...


Enquanto espero esses 12 dias passar estou tentando não me focar em sintomas. Eu até acho bem legal quando amigas do mundo virtual postam o dia a dia, depois de suas transferências de embriões, falando minunciosamente de  cada um dos sintomas sentidos em cada dia específico. Eu mesma acompanhei e torci muito por cada uma delas. Me alegrei com aquelas que conseguiram os seus POSITIVOS e chorei com aquelas que tiveram mais um negativo. Mas, prefiro não me apegar aos sintomas ou ficar "encucada" com ausência deles.

É tudo muito relativo. Sintomas de gravidez não dizem muitas coisas em se tratando de processos de Reprodução Assistida. Além de estarmos sugestionadas a senti-los pelo fato de sabermos que dentro de nós existem embriões prontos a se implantarem a qualquer momento existe também o efeito provocado pela dosagem de progesterona a mais, introduzida diariamente desde o momento da nossa ovulação.

Essa soma de fatores faz com que a maioria das mulheres submetida a esse tipo de procedimento sinta muitos sintomas que indicam gravidez. Eu mesma senti a maioria deles na minha transferência anterior e cheguei realmente a acreditar que estava grávida. Para mim foi uma surpresa o fato de constar no resultado do meu beta HCG dosagem de hormônio "NÃO DETECTADO".

Por outro lado, sei de casos de pessoas submetidas a esse mesmo tipo de procedimento que não sentiram sintoma algum ao longo dos doze dias de espera e já tinham se conformado com a possibilidade de mais um negativo, mas foram surpreendidas com um lindo POSITIVO!

A minha esperança está depositada no Senhor e sei que ele pode fazer com que eu, tendo ou não sintomas, finalmente tenha em minha mãos um resultado POSITIVO! É nele em quem eu confio e é nele em que eu esperarei... somente ele pode fazer o impossível em meu ventre acontecer!

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Minha segunda transferência de embriões...


Realizei ontem a transferência dos meus outros dois bebezinhos. Antes de me dirigir até a clínica para realizar o procedimento estava menos ansiosa do que estava na transferência anterior, pois sabia exatamente o que esperar. Por outro lado, não estava tão confiante quanto estava na minha primeira TEC (Transferência de Embriões Congelados)... é que o fantasma do negativo tem me assombrado um pouquinho nesses últimos dias.

Contudo, não permiti que ele me acompanhasse até a clínica. No momento em que entrei no carro para me dirigir até lá fiz questão de repreende-lo de uma vez por todas! O Deus ao qual eu sirvo é poderoso o suficiente para não permitir que a mesma história se repita. Tomei posse disso e seguir acreditando que o Senhor fará minhas vidinhas se aninharem em meu ventre.

As transferências ontem lá da clínica foram agendadas para começarem a parti das 10:00 h. Elas acontecem por ordem de chegada e como fui a última a chegar, fui a última a fazer a transferência. Como a primeira transferência teve um atraso de mais de uma hora eu só entrei na sala de transferência quase as 14:00 h. Estava azul de fome e já tinha esvaziado a minha bexiga pelo menos umas duas vezes.

Antes de me dirigir até a sala da transferência eu e marido trocamos nossas roupas por aquelas roupinhas bem básicas de centro cirúrgico com direito a touca e tudo mais e na sequência, ainda na ante sala, confirmamos os meus dados e vimos nossos bebezinhos pelo monitor de um computador. 

Meu esposo mais uma vez só conseguiu visualizar dois aglomerados de células, eu ao contrário, estava diante de duas vidinhas completamente pulsantes e até deu pra perceber algumas discretas diferenças entre eles e os seus irmãos. Um deles estava começando a se expandir e já dava para vê algumas células na zona pelúcida, forçando o seu rompimento e o outro estava com a zona pelúcida um pouco mais espessa e  que portanto, para facilitar a sua implantação, havia sido submetido ao procedimento de hatching assistido (uma pequena abertura na zona pelúcida com a utilização de um laser). 

Dessa vez o procedimento foi bem mais rápido. Minha bexiga ajudou bastante, não estava tão cheia como no procedimento anterior o que facilitou muito a passagem do cateter. A enfermeira fez questão de elogiar o meu endométrio e a médica fez ressalva que poucas pacientes, sem uso de medicação alguma, tem um endométrio tão lindo no dia da transferência. E mais uma vez eu vi o agir de Deus em minha vida.

A minha esperança é que daqui a doze dias eu possa finalmente anunciar o POSITIVO tão aguardado. Desde já, agradeço a todas as amigas que estão torcendo e orando por mim... Que o Senhor possa atender as nossas orações!

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Mais um sobrinho a caminho...


Hoje eu iria vim aqui relatar como me sinto a poucas horas antes da transferência dos meus bebezinhos, mas no sábado aconteceu algo que gostaria muito de deixar registrado aqui. Não comentei, antes porque já tinha escrito o relato da minha 4ª ultrassom antes da TEC (transferência de Embriões congelados) e preferi publicá-la antes desse meu relato.

No sábado fiquei sabendo via Facebook que seremos titios novamente. Meu cunhado postou em seu face a seguintes declarações: 

"Pra completar a bênção, hoje o meu amor, quase me mata, me deu a notícia maravilhosa que o nosso segundo bebê vem aí...Deus é lindo, grande, tremendo, fiel..."

"A cegonha está trabalhando muito este ano... o próximo vem aí, ou Levi ou Rebeca..Deus é fiel!"

Fiquei muito feliz com a notícia e fui correndo contar pro marido que ele seria titio de novo, mas a reação dele me surpreendeu. Ele falou com grande pesar "só eu que nunca vou ser pai". Fiquei em choque e pensei comigo... como assim? Ainda temos dois bebezinhos lá na clínica e já, já eles estarão dentro de mim, por acaso Deus não pode dessa vez mudar o nosso quadro de infertilidade? 

Foi a primeira vez ao longo desses quase cinco anos de espera por um filho(a) que o ouvir falar dessa maneira. Ele sempre foi bastante otimista em relação a esse filho. Foi ele quem me incentivou a fazer o tratamento e sempre se mostrou disposto a tentar quantas vezes fossem necessárias até que esse filho finalmente vinhesse para os nossos braços...

Quis repreende-lo no mesmo instante, mas me contive. Apenas o abracei e disse: "Vai sim! E será logo de dois de uma vez só! O que mais poderia fazer? Não posso julgá-lo. Ele é humano e todos nós temos os nossos momentos de incredulidade. A nossa infertilidade tem judiado um pouco conosco e vê nossos irmãos, cunhados, familiares mais ou menos próximos, amigos, conhecidos e até mesmo desconhecidos se tornando pais de filhos ao longo de todos esses anos de tentativas frustadas, vez por outra,  mexe um pouco conosco. Sua reação frente a notícia de mais um sobrinho(a) a caminho é totalmente compreensível e eu não o condeno por isso.

Espero em Deus que a nossa história de infertilidade finalmente tenha um final feliz e possamos ser  os próximos a dar essa notícia a toda a família! 

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Última ultrassom antes da próxima TEC...


Na sexta feira( (25/10/2013) fiz o último ultrassom antes da minha próxima transferência. Precisava confirmar que a ovulação tinha se dado no dia anterior, 36 horas depois de aplicar o ovidrel, e constatar mais uma vez que meu endométrio encontra-se receptivo aos meus bebezinhos.

Fui a segunda paciente a ser atendida. A médica que me recebeu dessa vez além  de ser muito competente é uma amor de pessoa. Apesar de ser muito jovem, passa muita confiança e transmite muita energia positiva.

Para minha felicidade tudo está em perfeita ordem para a transferência dos meus bebezinhos na próxima terça feira (29/10/2013). Ovulei da forma esperada, no lugar do folículo que liberou o óvulo já pode ser observado a presença de um corpo Lúteo e meu endométrio mais uma vez, sem uso de medicação alguma, superou as expectativas das médicas lá da clínica, está medindo 1,1 cm. 

O fato da primeira transferência não ter dado o resultado esperado, faz com que dessa vez eu esteja um pouquinho mais apreensiva... estou travando diariamente uma luta comigo mesma para continuar acreditando que dessa vez tudo será diferente e creio que será! Deus fará o impossível acontecer bem dentro de mim e eu finalmente serei agraciada com o(s) bebê(s) que sonho a tanto tempo...

sábado, 26 de outubro de 2013

Desmistificando preconceitos em relação a FIV...


Muitas pessoas ainda tem muitos preconceitos em relação ao tratamento de FIV (Fertilização in Vitro) e esse preconceito geralmente está relacionado a questões religiosas. Há quem acredite que os médicos que se dedicam a pesquisas nesse sentido e aqueles que fazem uso desse procedimento em suas clínicas estão tentando assumir a identidade de um deus que dá vida a outras vidas.

Mas na prática o que acontece nas clínicas de Reprodução Assistida do mundo inteiro está muito distante daquilo que se passa no imaginário dessas pessoas. Por mais que as pesquisas nessa área tenham avançado, e apesar dos números de fertilizações bem sucedidas terem aumentado muito nesses últimos anos, as vidas que são concebidas dentro dos laboratórios dessas clínicas continuam sendo geradas pelo Senhor. É ele quem dirige todo o processo. Os médicos fazem uso apenas das técnicas que podem viabilizar que um casal infértil se torne pais de filhos. Contudo, quem permite que esse casal se torne ou não pai desses filhos (ainda que sejam concebidos em laboratório) é Deus!

Os médicos estudam cada caso de infertilidade individualmente e indicam o(s) tratamento(s) adequado(s). Os casais que recebem indicação e optam por uma FIV são submetidos a procedimentos individualizados, adequados ao seu caso específico de infertilidade. Mas, nenhum deles recebem qualquer garantia de que terão seu problema de infertilidade solucionado, que o tratamento culminará com a sonhada gestação e que essa gestação irá evoluir satisfatoriamente.

Nenhum médico pode dá essa garantia porque ele não tem o controle absoluto de nenhuma das etapas procedimento da FIV. As respostas a cada uma delas é uma verdadeira incógnita, dependem da vontade absoluta ou permissiva de Deus. 

A estimulação ovariana nem sempre resulta em óvulos maduros capazes de serem fecundados. A fecundação dos óvulos maduros com espermatozoides de boa qualidade, até mesmo quando é usada a técnica de super ICSI, nem sempre acontece. Os embriões que resultam desse processo de fecundação nem sempre evoluem o suficiente para serem implantados no útero da mulher que está se submetendo a esse procedimento. Os embriões que são transferidos para o útero dessa mulher, até mesmo quando são blastocistos de melhor qualidade possível, nem sempre se implantam. E até mesmo quando ocorre a implantação desses embriões nem sempre a gestação evolui.

Tudo isso nos permite concluir que o tratamento de infertilidade através da FIV é um procedimento médico como outro qualquer e que as pessoas que recorrem a esse tratamento não devem ser julgadas. Da mesma forma que algumas pessoas são curadas de um câncer por um milagre divino e outras só são curadas após serem submetidas a um tratamento, as pessoas inférteis podem se tornarem pais de filhos através de um milagre ou serem agraciadas pelo Senhor com filhos fazendo uso da FIV. Uma coisa é certa, elas só se tornarão pais se o Senhor permitir que sejam!

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Será mesmo que perdi o foco?


Sinto que perdi o foco. Nos últimos meses minhas publicações tem se voltado muito mais a relatos de procedimentos, consultas e resultados de exames... e não sei até que ponto isso está comprometendo a essência do propósito inicial da criação desse blog.

Sei que tudo está relacionado a minha jornada rumo a maternidade, mas não queria que meu blog se tornasse um diário apenas de registro de acontecimentos. Meu desejo é que ele expresse um pouco a minha essência. Não tenho hábito de falar sobre o que me acontece no dia a dia com riqueza de detalhes, prefiro falar sobre os aprendizados que esses acontecimentos me proporcionaram... e ao escrever desejo que meus sentimentos falem por mim.

Sou muito introspectiva e não me sinto muito a vontade em falar sobre a minha vida pessoal. Mas, aqui nesse espaço, descobri um lado meu que desconhecia... de uns tempos para cá passei a senti necessidade de relatar alguns episódios da minha novela de infertilidade com uma certa riqueza de detalhes na tentativa de fazer com que meus leitores assíduos percebam que a faceta da minha vida que compartilho aqui (vida de tentante) não tem sido nada fácil... continuar crendo contra a esperança é o que me move a continuar lutando em favor do sonho de um dia me tornar mãe. E se não fosse o Senhor eu não teria suportado todas as provações pelas quais tenho sido submetidas ao longo desses quase cinco anos de espera por um filho que insiste em não vir para os meus braços.

Peço no entanto, que não estranhem se vez por outra (ou muitas vezes) continuar trazendo mais alguns relatos de procedimentos, consultas, exames... que estejam relacionados a minha incapacidade momentânea de gerar e abrigar uma vida dentro de mim... talvez esses relatos não comprometam tanto assim a minha própria essência e nem destoem completamente do foco principal desse espaço. Provavelmente eu é que sou muito metódica e tenho uma enorme dificuldade de ampliar a minha visão sobre mim mesma...

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Terceira ultrassom antes da 2ª TEC...


Realizei ontem (22/10/2013) meu terceiro ultrassom antes da próxima TEC (transferência de embriões congelados). 

Na sala do ultrassom fui recebida a princípio por uma outra médica (a terceira desde que iniciei o controle de ovulação para essa nova TEC). Isso já não me causa mais estranheza pois, como mencionei em publicações anteriores, fora a minha médica a clínica conta com uma equipe de sete outras médicas altamente competentes e todas elas, com exceção da minha médica, se reversam nas ultrassons, embora cada uma delas tenham as suas pacientes específicas. Minutos depois, a minha médica entrou na sala para acompanhar de perto o meu ultrassom.

O exame foi um pouquinho mais demorado que os anteriores. Minha médica fez questão de vê de forma mais cautelosa o meu útero e como ele está se comportando nesse ciclo. Graças a Deus tudo está em perfeito funcionamento e portanto minha TEC poderá ser realizada já na próxima semana.

Dessa vez ela não quis entrar em certos detalhes (tamanho de folículo e de endométrio). Apenas me disse que poderia aplicar o ovidrel no dia seguinte, retornar a clínica na sexta feira para confirmar a ovulação e já agendar a TEC para a próxima terça feira (29/10/2013). Mas, ouvir ela comentar com a outra médica que o folículo dominante em meu ovário direito estava medindo 18 mm e meu endométrio estava lindão, isso sugere que ele deve está medindo 1cm ou mais, pois já percebi que elas só usam esse termo (lindão) ao se referirem ao endométrio quando ele ultrapassa 1cm.

Sair da clínica extremamente feliz por saber que logo, logo meus bebezinhos estarão dentro de mim... mas confesso que dessa vez estou um pouquinho mais apreensiva, contudo sei que o Senhor está no controle de tudo e creio que dessa vez a minha história de infertilidade terá um desfecho feliz! 

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